Há os filhos (e mulheres) de ministros do STF e há os nossos filhos (e mulheres).
Eles, não os nossos, são de um talento extraordinário, e não só na advocacia, diga-se, embora esse seja o campo do conhecimento humano no qual esses superdotados mais exibem a sua inteligência, a sua vivacidade, o seu preparo intelectual.
Graças aos jornalistas Lucas Marchesini e Thaísa Oliveira, ficamos sabendo que um rebento do ministro Kássio Nunes Marques, advogado de apenas 25 anos, já construiu um patrimônio financeiro inalcançável para a imensa maioria de causídicos veteranos.
Com apenas dois anos de vida profissional, o rapaz acumulou R$ 27,7 milhões, aplicados em fundos de investimento.
“Documentos da CVM enviados à CPI do Crime Organizado do Senado mostram um aumento do patrimônio de Kevin em 2025. Naquele ano, ele já tinha cerca de R$ 5 milhões em cotas de um fundo de renda fixa do Banco do Brasil. No segundo semestre, ele fez nova aplicação, de mais de R$ 22 milhões”, dizem os jornalistas.
Kevin, tal é o nome do nosso Cesare Beccaria, formou-se em fevereiro de 2025, abriu escritório próprio seis meses depois, mas os seus dons advocatícios não demoraram a ser notados. Ele arrebanhou clientes do porte da Refit e do Grupo Petrópoles, certamente ignaros da linhagem familiar do rapaz.
O filho de Nunes Marques é somente mais um caso impressionante dentre outros da genética especial de ministros do Supremo.





