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CNH Social: Mais de 40 mulheres se inscreveram em vagas para vítimas de violência no Acre

Número de inscritas representa 19,6% das 250 vagas reservadas para esse público
Mateus Xavier/g1 Bahia
O prazo para vítimas de violência doméstica e familiar se inscreverem no programa CNH Social terminou nessa terça-feira (30) com 49 inscritas no Acre. Os dados são da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), repassados ao g1 nesta quinta (2).
A pasta havia prorrogado as inscrições por duas vezes e, apesar das tentativas de aumentar o número da registros, ao número final representa 19,6% das 250 vagas disponibilizadas para este público.
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🔍 As inscrições começaram no dia 13 de abril e terminariam em 12 de maio, mas foram prorrogadas até 11 de junho, e, novamente, o certame foi estendido até 30 de junho. O cadastro era feito pelo site do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AC).
Até o dia 11 de junho, prazo da segunda prorrogação, a Semulher disse que o programa tinha apenas 28 mulheres inscritas. Contudo, com a última data estendida, o numero subiu após mais 21 mulheres que foram vítimas de violência doméstica e familiar se inscreverem no programa CNH Social.
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À época, o Detran-AC, explicou que as prorrogações tiveram como objetivo garantir condições para que mulheres em situação de vulnerabilidade pudessem se afastar de relações violentas, que muitas vezes são mantidas por não terem mobilidade e independência.
Ainda conforme o Detran, o número de vagas reservadas representava 5% das mais de 5 mil disponíveis para o programa.
Desde que foi criada em 2022, a ação já beneficiou 17 mil pessoas no Acre. Para efetivação do cadastro no programa, as mulheres tiveram os dados validados pelo CadÚnico e pela Polícia Civil. De acordo com o Detran, o Acre é o terceiro estado brasileiro a adotar essa medida às mulheres.
🎗Alta nos feminicídios Com 14 feminicídios em 2025, o Acre é o estado brasileiro com a maior taxa proporcional de assassinatos contra mulheres, estimada em 1,58 casos por 100 mil habitantes, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) obtidos pelo g1.
No ranking nacional por números absolutos, o estado aparece à frente do Amapá (9 casos) e de Roraima (7). Em comparação com 2024, quando foram registrados oito feminicídios, o Acre teve um aumento de 75% no total de casos em 2025. Relembre as vítimas aqui.
Com isso, o estado voltou a atingir o pico da série histórica dos últimos 10 anos, repetindo os patamares observados em 2016 e 2018, que também fecharam com 14 ocorrências cada. Desde 2015, o Acre contabilizou 122 feminicídios.

VÍDEOS: g1
O prazo para vítimas de violência doméstica e familiar se inscreverem no programa CNH Social terminou nessa terça-feira (30) com 49 inscritas no Acre. Os dados são a

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