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Ladrões de ouro usam olheiros para escolher vítimas, e joalherias mudam rotina para evitar ataques

Depois de mostrar que criminosos têm mirado o roubo de joias por causa da alta do valor do ouro, o RJ2 revela que quadrilhas passaram a usar olheiros em locais públicos para monitorar possíveis vítimas. Diante desse cenário, joalherias também estão mudando a rotina e adotando medidas para tentar reduzir o risco de assaltos.
Quem compra ou usa joias de ouro no Rio pode estar sendo observado por quadrilhas. O RJ2 conseguiu imagens exclusivas de um desses roubos.

No mês passado, Eduardo Pedrosa Alves, de 66 anos, estava fazendo compras num supermercado no Recreio, na Zona Sudoeste. Anderson tem diversas anotações criminais por roubo, associação criminosa e estelionato. Com ele foram apreendidas uma balança e uma solução química para confirmar a autenticidade do ouro.

A investigação ainda tenta identificar os ocupantes da moto. Uma imagem mostra que um deles tem uma tatuagem na coxa direita. Segundo a polícia, eles fugiram para São Gonçalo.
A quadrilha é suspeita de outros roubos na região. Como o RJ2 mostrou nessa segunda-feira (3), são dezenas de casos de roubo e furto de cordões, anéis e pulseiras no Rio.

Um dos motivos é o aumento do valor do grama de ouro no mercado internacional.
Lojas tentam driblar olheiros Olheiro monitora vítima em supermercado
Reprodução/TV Globo
O monitoramento de vítimas desse tipo de roubo vem provocando uma mudança na rotina de joalherias. Para fugir dos bandidos, muitas vezes, o cliente é aconselhado a não sair da loja com sacolas, nem mesmo com os itens comprados. A pessoa paga e o estabelecimento manda entregar em casa.
A reportagem esteve em shoppings da cidade. Em uma loja, a vendedora diz que existe uma bolsa de segurança para os clientes.

“A gente coloca numa sacolinha preta, escondidinha. A gente tem uma sacolinha de segurança.”
Em outra, a estratégia é parecida.

“A gente tem um saquinho disfarce, pra quem quer sair daqui disfarçado. A gente faz toda a embalagem, coloca num saquinho cinza, que não aparece nada, pra quem sair daqui disfarçado na hora.”
Em uma terceira loja, o entregador foi flagrado saindo para a casa dos clientes. Ele não usa uniforme, e as sacolas não levam o nome do estabelecimento.

Com alta no preço do ouro, bandidos voltam a visar joias em roubos
Reprodução/TV Globo
Nas lojas de rua o esquema de segurança é ainda maior. Para entrar em uma joalheira na Zona Sul, o cliente precisa passar por um segurança. É ele quem abre a porta blindada. Depois, ainda passa por um segundo segurança e mais uma porta blindada.

Segundo a polícia, a delegacia do Recreio fez perícia no local do crime e analisa as imagens das câmeras de segurança do supermercado. A investigação continua para identificar todos os envolvidos na ação.
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