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Plásticos “vivos” ainda não são solução para poluição dos mares

Os microplásticos são um dos maiores problemas que afetam o meio ambiente na atualidade por se espalharem com facilidade pelo ar e pelos oceanos. Formadas a partir da degradação do plástico, essas partículas minúsculas já foram encontradas, além da natureza, até dentro do nosso organismo.
Como solução para o tema, pesquisadores chineses anunciaram recentemente o desenvolvimento do plástico “vivo”, uma alternativa que contém micróbios dormentes em sua composição que, quando ativados, decompõem o material sem deixar fragmentos menores. Nos testes preliminares, a invenção chegou a se autodegradar em apenas seis dias sem a produção de microplásticos. Os resultados foram publicados na revista ACS Applied Polymer Materials.

Garantir a segurança do material em diferentes condições ambientais;
Ter viabilidade econômica e industrial, visto que os plásticos convencionais são extremamente baratos e fáceis de serem produzidos em larga escala;
Obter bons resultados em avaliações quanto a riscos ambientais, toxicológicos e sanitários, especialmente por se tratar de um produto com componentes “vivos” na composição.

“Trata-se de uma inovação promissora, mas que ainda precisa avançar significativamente em termos científicos, tecnológicos e regulatórios para se tornar uma alternativa amplamente viável”, resume Val.
O professor Alexander Turra, da Universidade de São Paulo (USP), ressalta que, mesmo que o plástico “vivo” supere todas as barreiras, é essencial ter em mente o uso e o descarte correto dos materiais como medidas essenciais para diminuir o número de microplásticos no meio ambiente.
“Os plásticos biodegradáveis podem fazer parte da solução, mas precisam ser utilizados de forma racional e nos contextos adequados. Além disso, não significa que devemos deixar de utilizar plásticos, mas sim que precisamos usá-los com muito mais racionalidade e responsabilidade”, aponta Turra.
Ainda sem solução definitiva, atualmente, a melhor ação para diminuir a produção de microplásticos continua sendo utilizar itens feitos do material de forma responsável e descartá-los em locais adequados e não na natureza.

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