O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu 185 visitas desde o início da prisão domiciliar em 27 de março, segundo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O número não inclui a mulher dele, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha e a enteada, que moram na mesma casa que o ex-presidente.
Somente Flávio Bolsonaro (PL-SP) esteve com o pai 19 vezes no período.
O total de visitas se divide da seguinte forma:
31 visitas de seus filhos: Flávio (18 vezes), Carlos (11) e Jair Renan (2);
Uma visita de seu filho Flávio, sua nora e netas, em 13 de junho de 2026;
70 visitas de seus médicos particulares, que estão autorizados para comparecimento permanente sem necessidade de prévias autorizações judiciais;
17 visitas de seu fisioterapeuta, que está autorizado a realizar as sessões de fisioterapia às segundas-feiras, quintas-feiras e sábados
Duas visitas pontuais de prestadores de serviços específicos: um cabeleireiro e uma funcionária de cartório;
Seis visitas pontuais de prestadores de serviços para a residência
64 visitas de seus advogados.
Bolsonaro perde direito de visitas
Nesta sexta-feira (18/7), Moraes suspendeu o direito de visitas de Bolsonaro por 30 dias, com exceção de advogados, médicos e fisioterapeutas. A decisão ocorre após o filho dele, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-SP), ler nas redes sociais uma carta escrita pelo pai. O ex-presidente está proibido de usar as redes sociais, mesmo que por terceiros.
A defesa de Bolsonaro negou que ele tinha conhecimento de que Flávio publicaria o vídeo. Mesmo assim, Moraes entendeu que Bolsonaro descumpriu as medidas e não considerou a justificativa “plausível”. Apesar disso, ele manteve o benefício da prisão domiciliar por achar que o ato não foi grave o suficiente.
Flávio, por sua vez, está proibido de visitar o pai por 90 dias. As visitas com finalidade político-eleitoral estão proibidas até o fim das eleições de 2026.





