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Corpo de menino morto pelo pai missionário segue “preso” no IML

A defesa de Mayanna Angelina Rodgers – mãe do menino de 3 anos, morto após ser agredido pelo pai por não dizer “bom dia” – tenta uma autorização da Justiça para que ela deixe o presídio temporariamente a fim de reconhecer o corpo do filho, que permanece “preso” há 12 dias no Instituto Médico Legal (IML).

Segundo a equipe de advogados, que se manifestou nessa quinta-feira (16/7), a diretoriaa da prisão se manifesta contra o pedido devido à comoção popular do caso.
Mayanna e o marido missionário norte-americano, Dandre Jermaine Grayson, estão presos após o filho Oliver falecer em razão do pai espancá-lo até a morte, em 5 de julho, na área rural de Águas Claras, em Viamão (RS). Após o falecimento, a polícia prendeu o pai e, dias depois, a mãe também foi detida, por omissão.
A defesa de Mayanna, composta por três integrantes, alega que a mulher é vítima de violência doméstica e que se encontrava em estado grave de vulnerabilidade. Em vídeo compartilhado nas redes sociais, Isabel Cochlar, uma das advogadas, disse que a comoção popular não impede o direito da mãe conceder um “enterro digno” a Oliver.

“Ora, comoção popular não afasta o direito do Oliver de ter a sua mãe no momento que for enterrado. Da mesma forma, comoção popular não afasta o direito da Maiana, que não tem condenação contra si, apenas uma acusação de estar no momento final de seu filho&#8221. afirmou Isabel.

Em depoimento à Polícia Civil, o pai da criança afirmou que a motivação para as agressões foi o fato de o filho não ter lhe dado “bom dia”.
Segundo a corporação, o homem relatou ter desferido socos no peito e no abdômen da criança, além de ter batido a cabeça do menino contra o chão. O crime aconteceu no distrito de Águas Claras, onde a família mora.
O próprio agressor levou o menino ao hospital de Viamão no domingo (5/7). Ao constatar as múltiplas lesões, a equipe médica acionou o 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O norte-americano foi preso em flagrante no hospital.
Devido à gravidade dos ferimentos, o menino foi transferido para Porto Alegre. Já no dia seguinte, na segunda-feira (6/7), durante audiência de custódia, a Justiça converteu o flagrante do pai em prisão preventiva.

2 imagensFechar modal.1 de 2Menino morre ao ser espancado pelo pai por não dar "bom dia"Reprodução/Redes sociais2 de 2Mãe de menino morto pelo pai por não dar "bom dia" é presa no RSReprodução/Redes sociais
Ao Metrópoles, a advogada explicou que o corpo de Oliver permanece “preso” no IML porque a criança só possuía dois parentes maiores e capazes para liberá-lo: o pai e a mãe, que estão presos.
A equipe jurídica acrescentou que continuará lutando pelos direitos constitucionais de Mayanna para ela se despedir do filho.
Indiciada por omissão
Segundo a delegada, o indiciamento da Mayanna por omissão ocorreu após a investigação das circunstâncias da morte de Oliver. Conforme Luana, no momento em que o pai espancava a criança, a mãe estava ao quarto ao lado e não fez nada para conter o homem.
 “O homicídio foi praticado com inúmeras e gravíssimas lesões, que chegaram a movimentar o coração do infante de lugar e achatar o crânio, não sendo crível que se pense que a mãe não conseguiu ouvir tudo do quarto ao lado e que sequer tivesse tentado conter o pai”, detalhou a delegada.
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) prossegue com a investigação e continua com as oitivas de testemunhas da morte do menino Oliver. A corporação ouvirá conselheiros tutelares, vizinhos, profissionais da saúde.

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