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Pacientes com ebola fogem de hospital após ataque de multidão

Pacientes infectados com ebola, médicos e enfermeiros fugiram de um hospital na República Democrática do Congo após o local ser atacado por uma multidão nessa quarta (15/7). A revolta começou depois que uma mulher morreu durante o parto no centro de saúde.
A paciente sofreu anemia grave e não pôde receber transfusões de sangue por conta do surto de ebola. Revoltada, a família da mulher e uma multidão atacaram o hospital com pedras e pedaços de madeira.

O surto começou em maio e a OMS considera que ele pode ser o mais grave da história.
Pelo menos 2.073 casos foram confirmados e 796 pessoas morreram.
Cerca de 90% dos casos se concentram na província de Ituri.
A OMS acredita que o número real de infecções pode ser de duas a quatro vezes maior do que o registrado.
O surto atual é causado pela variante Bundibugyo, que não tem vacina e nem tratamento aprovados.
A cepa tem mortalidade entre 30% e 50%.
O contágio acontece principalmente a partir do contato direto com sangue, secreções ou fluidos corporais de pessoas ou animais infectados.
Superfícies contaminadas e contato com o corpo de pessoas que faleceram com a doença também podem transmiti-la.

Os 10 pacientes com ebola que estavam internados fugiram. A situação é grave, pois a infecção se transmite com facilidade e pode levar à morte — ainda assim, a população não aceita o risco, desconfiando de autoridades e equipes médicas.
O exército da República Democrática do Congo abriu uma investigação sobre o ataque. Porém, as manifestações têm se tornado cada vez mais comuns.

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