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Entenda como funcionava suposto esquema criminoso que gerou operação contra secretário e vereador em Salvador

Vereador e ex-secretário de Salvador são investigados por fraudes em licitação
Uma investigação coordenada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) mostra como agiam os integrantes do suposto esquema criminoso que gerou um prejuízo de mais de R$ 38 milhões a Salvador. Os detalhes foram apurados pela TV Bahia.
Entre os investigados que foram alvos da operação deflagrada na segunda-feira (13) estão o agora ex-secretário municipal Luciano Sandes e o vereador George Carlos Reis Pereira, mais conhecido como Gordinho da Favela (PP).

Os dois e os outros envolvidos no caso foram afastados dos cargos pela Justiça da Bahia no mesmo dia da ação, além de serem alvos de mandados de busca e apreensão e de terem bens bloqueados em valores compatíveis ao montante apontado na investigação. Ao todo, a ação mirou 19 pessoas e cinco empresas.
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O MP-BA também pediu as prisões preventivas do secretário, do vereador e de mais quatro pessoas. No entanto, os pedidos não foram acatados pela Justiça.
Como funcionava o suposto esquema
Secretário Luciano Sandes e vereador Gordinho da Favela são alvos de operação em Salvador
Reprodução/TV Bahia
Conforme aponta a apuração do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), que integra o MP-BA, a suposta organização criminosa era estruturada em diversos núcleos. Empresários, servidores públicos e agentes políticos teriam atuado juntos durante cerca de 10 anos para fraudar licitações, superfaturar contratos, desviar dinheiro público, pagar propina e lavar recursos.

👉 O suposto esquema funcionava da seguinte forma:
👨‍💼 um grupo de empresas, supostamente controlado pelos mesmo empresários, participava de licitações de forma combinada, gerando falsa concorrência;
✍️ servidores e gestores públicos direcionavam os editais e as empresas do grupo fechavam os contratos com pagamento de aditivos, que aumentavam o valor;
💰 os operadores financeiros das empresas faziam repasses para os servidores públicos e integrantes das comissões de licitação.
Ainda conforme a investigação do MP-BA, o núcleo empresarial foi capitaneado por Lázaro de Carvalho Nunes, Caroline Xavier da Cruz, Jandson de Carvalho Nunes e Ivan Rodrigo Ferreira de Almeida, reais proprietários e gestores de um conglomerado de empresas.
Apesar de estar à frente da Secretaria de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro (SACPB) desde 2023, foi por causa da sua atuação na Secretaria de Manutenção (Seman) que Luciano Sandes passou a ser investigado. Na terça-feira (14), ele pediu exoneração do cargo de secretário e quem assumiu o lugar foi a advogada e publicitária Claudia Cavalcanti.

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