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CEO da Quaest: crise com Michelle é fator maior para desgastar Flávio

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15/7), que coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto na corrida eleitoral de 2026 em todos os cenários de primeiro e segundo turnos, mostra um cenário desfaiador para o principal adversário do petista, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Segundo os números atuais, Lula tem 40% dos votos no primeiro turno, contra 38% do parlamentar. Em relação à pesquisa anterior, o petista subiu um ponto percentual, enquanto Flávio caiu no mesmo patamar. Tudo dentro da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
No segundo turno, o presidente surge com 45% das intenções de voto e Flávio, com 37%. Ou seja: a mesma oscilação positiva para Lula e negativa para o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Danos reais no núcleo duro da direita

35% dos eleitores desse espectro e 20% dos que se declaram bolsonaristas convictos avaliaram que Michelle agiu corretamente ao publicar as imagens.
A maioria desse público enxerga legitimidade na postura da ex-primeira-dama.
Para 35% da direita e 31% do bolsonarismo, ela se manifestou para se opor a alianças políticas com as quais discordava, enquanto cerca de 16% justificam a atitude como uma resposta a desrespeitos promovidos pelo próprio senador.

“A maior parte da direita e do bolsonarismo vêem boa intenção em Michelle, já que 35% e 31% acham que ela fez os vídeos para se opor as alianças políticas com as quais discorda; e 17% e 15% acham que ela queria responder ao desrespeito dele com ela. São aproximadamente 47%&#8221. ressalta Felipe Nunes.
Para ele, o desgaste eleitoral potencial na direita “parece visível quando 53% desses eleitores afirmam que a participação direta da Michelle na campanha do Flávio aumentariam as suas chances de vitória; 45% dos bolsonaristas afirmam o mesmo&#8221.

Outros dados da pesquisa

A distância entre o presidente e Flávio Bolsonaro aumenta no 1º e no 2º turnos;
No segundo turno, Lula tem 8 pontos percentuais de vantagem e venceria por 45% a 37%;
Na direita não bolsonarista, a intenção de voto em Flávio recuou de 82% para 74%;
Para 35% o programa Desenrola 2.0 aumentou significativamente a renda;
Sobre o desentendimento entre Michelle e Flavio Bolsonaro, 42% concordam mais com a ex-primeira dama do que com Flavio (18%);
Para 37%, a investigação sobre o senador Jaques Wagner, do PT, impacta muito negativamente a campanha de Lula; para 25%, o impacto é pequeno.

Como consequência colateral, o imbróglio doméstico acabou por afastar o eleitorado independente e moderado. “Toda essa confusão dentro da família acabou provocando uma reação que parece afastar o potencial eleitor independente do Flávio: diminuiu (de 33% para 29%) a percepção de que Flávio é mais moderado que sua família&#8221. diz o CEO.
Esse movimento dificulta a atração de eleitores de centro, considerados decisivos para garantir competitividade na disputa direta contra a esquerda em um segundo turno.
Apesar do momento de instabilidade e do evidente desgaste na imagem, a articulação do PL respira aliviada em um ponto: Flávio segue sendo o único nome viável da oposição capaz de polarizar com Lula. Em um cenário alternativo de segundo turno testado sem o senador, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) também enfrentaria dificuldades, aparecendo nove pontos percentuais atrás de Lula (45% a 36%).
Romeu Zema (Novo) também não decolou: Lula: tem 35% das intenções de voto, contra 45% do petista. “Mesmo com esse desgaste, nenhum outro nome aparece mais competitivo que Flávio contra Lula&#8221. finaliza Felipe Nunes.

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