Transporte coletivo de Rio Branco deve ganhar reforço com mais 20 ônibus, diz prefeitura
Richard Lauriano / Rede Amazônica
Uma semana após a redução da frota do transporte coletivo de Rio Branco, a capital ainda opera com apenas 39 ônibus em circulação desde a última segunda-feira (6), o equivalente a cerca de 41% dos 94 veículos considerados necessários para atender toda a demanda da cidade.
Para tentar reduzir os impactos enfrentados pelos passageiros, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans) informou que a operação deve ser reforçada com mais 20 ônibus até o próximo sábado (18).
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👉Contexto: A redução ocorreu após parte dos ônibus da Ricco Transportes e Turismo ser apreendida por decisão judicial no dia 30 de junho, situação que provocou longas filas nas paradas, coletivos lotados e aumento no tempo de espera dos passageiros.
Segundo o superintendente da RBTrans, Marcos Roberto Coutinho, a Ricco Transportes e Turismo foi notificada para ampliar a quantidade de veículos em circulação e deve disponibilizar mais 10 ônibus entre esta terça-feira (14) e quarta-feira (15).
⏩Confira AQUI a relação completa das linhas em funcionamento e das que seguem sem atendimento
Prefeitura discute alternativa com donos de vans e micro-ônibus no transporte público
Além disso, de acordo com ele uma equipe da Procuradoria-Geral do Município (PGM) e da própria RBTrans viajou a Brasília para tentar a liberação de outros veículos.
“Nós notificamos a empresa [Ricco] na semana passada e ela prontamente atendeu. Já entre terça [14] e quarta-feira [15] deve aumentar a sua frota em mais 10 ônibus. Também temos uma equipe da PGM e da RBTrans indo para Brasília para tentar a liberação de mais 12 ônibus. Provavelmente até sábado [18] a frota será aumentada em cerca de 20 ônibus. Não é o ideal, mas pelo menos começa a amenizar a situação que estamos passando hoje”, explicou.
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Enquanto busca ampliar a quantidade de ônibus em circulação, a prefeitura da capital também segue com o processo de transição para a JTP Transportes, Serviços, Gerenciamento e Recursos Humanos LTDA, empresa contratada para assumir o transporte coletivo da capital.
O contrato é emergencial, tem duração de um ano e prevê uma transição de até 90 dias. Durante esse período, a Ricco continuará operando para evitar a interrupção do serviço, enquanto a nova empresa instala garagem, implanta o sistema de bilhetagem eletrônica e prepara o início da operação.
Vans e micro-ônibus Outra alternativa estudada pela prefeitura para reduzir os impactos da crise é a autorização temporária para que vans e micro-ônibus também passem a transportar passageiros.
De acordo com Coutinho, uma primeira reunião com os proprietários dos veículos ocorreu no último sábado (11), mas ainda não houve consenso sobre o modelo de funcionamento. Contudo, segundo ele, novas negociações devem ocorrer nesta segunda-feira (13).
Segundo o superintendente, a intenção é que as vans funcionem em um modelo semelhante ao táxi-lotação, autorizado emergencialmente desde que os ônibus foram apreendidos.
“Nós queremos chegar a um consenso que seja bom para a prefeitura, para os proprietários e para a sociedade. O prefeito decretou situação emergencial porque entende a necessidade da população. Também entendemos o lado dos proprietários, mas a sociedade não pode pagar essa conta sozinha”, disse.
O serviço de táxi-lotação continua autorizado temporariamente nas regiões mais afetadas pela redução da frota, cobrando R$ 5 por passageiro.
Nova empresa
A expectativa da prefeitura é que a JTP comece a operar plenamente no início de setembro, antes mesmo do prazo máximo previsto para a transição.
A nova operação contará com uma frota de 120 ônibus. Segundo a prefeitura, 60 veículos serão zero quilômetro e todos terão ar-condicionado, Wi-Fi, carregadores para celular, acessibilidade e sistema de GPS para monitoramento em tempo real da operação.
O novo contrato também prevê fiscalização mais rigorosa do cumprimento dos horários e das viagens, além da criação de quatro novas linhas para atender regiões com maior demanda.
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Lucas Thadeu / Rede Amazônica
🚍Crise no transporte coletivo
Os problemas no transporte coletivo se intensificaram quando a Justiça do Acre cumpriu uma carta precatória expedida pela Justiça do Distrito Federal e apreendeu parte da frota da empresa Ricco Transportes e Turismo. A decisão judicial determinou a retomada de posse de 50 ônibus devido a uma dívida de quase R$ 3 milhões da empresa.
Para evitar um colapso ainda maior no sistema, a Vara de Cartas Precatórias autorizou inicialmente a apreensão de 38 veículos, já que a empresa também possui débitos trabalhistas e os funcionários estavam em aviso prévio.
Com a retirada dos ônibus de circulação, o transporte coletivo passou a operar com frota reduzida. Passageiros enfrentam longas filas, coletivos lotados e aumento no tempo de espera.
Conforme a RBTrans, os primeiros 30 dias da prorrogação serão destinados à implantação da bilhetagem eletrônica, instalação da garagem da JTP e contratação de funcionários. Nos 30 dias seguintes, ocorrerá a chegada gradual da nova frota.
Passageiros enfrentaram lotação no Terminal Urbano de Rio Branco após apreensão de ônibus da Ricco no dia 30 de junho
Hugo Costa / Rede Amazônica
A redução da oferta de ônibus também afetou o funcionamento da Universidade Federal do Acre (Ufac). Após suspender temporariamente as atividades presenciais devido às dificuldades de deslocamento da comunidade acadêmica, estudantes aprovaram, na última quinta-feira (9), uma greve por tempo indeterminado.
Segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE), a paralisação será mantida até que haja uma solução para a crise no transporte coletivo.
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