Belo Horizonte — Enquanto o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) apura o suposto desaparecimento de parte do acervo do Palácio das Mangabeiras, antiga residência oficial dos governadores em Belo Horizonte, um dos pontos questionados por deputados é um documento que registra a doação de 63 itens de mobiliário decorativo à Secretaria-Geral do Estado, sem informar quais objetos foram transferidos.
Especialistas ouvidos pelo Metrópoles apontam para “indícios de irregularidade” e afirmam que o caso exige apuração.
Desde 2019, quando Romeu Zema (Novo) assumiu a chefia do estado, o palácio que antes era a residência oficial do governador passou a ser usado como centro privado de exposições, abrigando eventos como CasaCor, sob o argumento que era um sinal dos privilégios dos políticos e que a medida reduziria os gastos.
A deputada Bella Gonçalves (PT) acionou a Polícia Federal para investigar o destino do acervo do Palácio das Mangabeiras
O documento cita possível crime contra o patrimônio público e menciona Romeu Zema (Novo) e Mateus Simões (PSD). A oposição também acionou o TCE-MG
Em 2019, Zema deixou de usar o palácio como residência oficial e abriu o espaço para atividades públicas e privadas
O secretário Leônidas Oliveira afirmou ter encontrado parte do acervo na Cidade Administrativa, com sinais de danos
A Comissão de Cultura da ALMG diz que diversos itens não foram localizados, como livros, móveis, quadros e objetos históricos
O Governo de Minas afirma que todo o acervo foi inventariado, redistribuído a órgãos estaduais e segue sob controle patrimonial





