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Oceanos quentes e alta umidade do ar contribuem para formação de furacões

A temporada de furacões no Hemisfério Norte costuma despertar atenção devido ao potencial destrutivo desses fenômenos, que podem provocar ventos intensos, chuvas torrenciais, enchentes e grandes prejuízos. O período de maior ocorrência acontece entre os meses de junho e novembro, quando as condições atmosféricas e oceânicas se tornam mais favoráveis para a formação desses sistemas.
Segundo especialistas, a combinação entre águas oceânicas mais quentes, alta umidade e circulação dos ventos cria o ambiente ideal para o desenvolvimento dos furacões. Embora sejam fenômenos naturais, estudos indicam que as mudanças climáticas podem influenciar sua intensidade e duração.
Como os furacões se formam
O meteorologista Francisco de Assis, consultor climático de Brasília, explica que os furacões se desenvolvem quando a temperatura da superfície do mar atinge pelo menos 27°C. Esse aquecimento aumenta a evaporação da água e libera grande quantidade de calor para a atmosfera, alimentando tempestades cada vez mais organizadas.
“Os furacões sempre fizeram parte da dinâmica natural do clima. O aquecimento global não cria esses fenômenos, mas pode favorecer tempestades mais intensas.”, afirma Assis.
À medida que o sistema ganha força, os ventos passam a girar em torno de um centro de baixa pressão. Quando atingem velocidade superior a 119 km/h, a tempestade passa a ser classificada como furacão e recebe uma categoria na Escala Saffir-Simpson, que vai de 1 a 5 conforme a intensidade dos ventos.
Por que a temporada ocorre nesta época
A maior frequência de furacões está diretamente relacionada ao ciclo das estações no Hemisfério Norte. Durante o verão e o início do outono, julho a novembro, os oceanos acumulam calor suficiente para fornecer a energia necessária ao desenvolvimento desses fenômenos.
O geógrafo Rafael Rodrigues da Franca, professor do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília (UnB), explica que esse aquecimento ocorre principalmente no Atlântico Norte, Golfo do México e parte do Oceano Pacífico, regiões conhecidas pela formação de ciclones tropicais.
“Os furacões dependem de um combustível essencial: águas oceânicas aquecidas. Sem essa condição, eles não conseguem se formar nem se manter.”, destaca.

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