“As coberturas vacinais no nosso estado são muito baixas. Estamos com quase metade da expectativa de vacinação. A puérpera e os povos indígenas também passaram a ser grupos importantes de rastreio porque têm maiores chances de desenvolver quadros graves", ressaltou.
Emergência por SRAGs
O estado decretou situação de emergência por conta do aumento dos casos de gripe no último dia 3 de junho. O decreto foi publicado após o aumento das internações, a pressão sobre a rede hospitalar e o registro de 37 mortes pela doença até o fim de maio. A medida tem validade de 90 dias.
"O alerta que faço é que a vacina contra a influenza hoje faz parte da rotina, está disponível o ano todo, mas é fundamental que as pessoas se vacinem no período sazonal, quando há maior circulação do vírus e aumento dos casos graves”, completou a coordenadora.
Grupos prioritários
Ainda conforme o balanço, crianças e idosos continuam sendo os grupos mais afetados pelas síndromes respiratórias no estado. O levantamento aponta que as crianças de 2 a 4 anos lideram as internações, com 343 casos, seguidas por idosos com mais de 60 anos, que somam 305 internações.
Além disso, Rio Branco permanece como o município com maior concentração de notificações no estado. Ao todo, a capital registrou 669 casos, o equivalente a 41,17% de todas as ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Acre em 2026.
Cruzeiro do Sul aparece em seguida, com 243 casos (14,95%). Também registram números elevados Marechal Thaumaturgo (137), Feijó (125) e Mâncio Lima (81). (Veja gráfico abaixo)
De acordo com a Sesacre, a concentração em Rio Branco ocorre porque a capital reúne hospitais de referência e unidades privadas responsáveis pela maior parte das notificações de pacientes internados.
Entre as unidades de saúde, o Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva, em Rio Branco, concentra o maior número de notificações por Srag no estado, com 430 casos. Em seguida aparece o Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, com 358 registros, e o Pronto-Socorro de Rio Branco, com 169 casos.
Também aparecem entre as unidades com maior número de notificações a Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre) (100), a Pronto Clínica (89), o Hospital dr. Abel Pinheiro Maciel Filho (73) em Mâncio Lima, e o Hospital Geral de Feijó (61).
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