O que é o El Niño e como ele pode afetar o seu dia a dia
O El Niño já se formou no Oceano Pacífico e deve ganhar força rapidamente entre julho e setembro, aumentando o risco de ondas de calor, secas, chuvas intensas e outros eventos extremos em diferentes partes do mundo.
O alerta foi divulgado nesta sexta-feira (3) pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas responsável por acompanhar o clima.
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As projeções dos principais centros meteorológicos indicam um aquecimento expressivo das águas do Pacífico equatorial, especialmente nas porções central e leste do oceano.
Em algumas das áreas usadas para monitorar o fenômeno, a temperatura da superfície do mar pode ficar mais de 2°C acima da média.
Segundo a OMM, os modelos apresentam resultados semelhantes, o que aumenta a confiança de que o episódio será classificado como forte.
A tendência é que o El Niño continue se intensificando ao longo do segundo semestre e atinja o pico entre novembro e fevereiro.
“O El Niño já está em curso e deve se fortalecer rapidamente, transformando-se em um evento forte”, afirmou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.
Ela alertou que o fenômeno eleva as chances de secas e chuvas intensas, além de ondas de calor tanto em áreas continentais quanto nos oceanos.
Imagens do satélite mostram variações no nível do mar em junho de 2026; áreas em vermelho indicando águas mais elevadas no Pacífico equatorial, sinal típico associado ao desenvolvimento do El Niño.
Sentinel-6 Michael Freilich/NASA/NOAA
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A força do El Niño, contudo, depende do quanto o Pacífico Equatorial vai aquecer nos próximos meses e, principalmente, de como a atmosfera vai responder a esse aquecimento.
Para que o fenômeno ganhe intensidade, não basta o oceano ficar mais quente: é preciso que o sistema oceano-atmosfera passe a atuar de forma acoplada e persistente.
Desde 2006, uma sequência de episódios de El Niño vem mudando cada vez mais o clima do planeta, que já está mais quente que no passado.





