Em bar de Rio Branco, acreanos reagem com festa à eliminação da Alemanha pelo Paraguai
Doze anos após o 7 a 1 para a Alemanha, considerado o maior vexame do Brasil em Copas do Mundo, torcedores celebraram a eliminação da equipe alemã. Em Rio Branco, torcida acompanhou a disputa de pênaltis entre os rivais e o Paraguai após a partida do Brasil na tarde dessa segunda-feira (29).
Imagens registradas pela policial militar Ingrid Maia de Oliveira, de 30 anos, que estava de folga, mostram a vibração coletiva no momento do pênalti decisivo e viralizaram entre os paraguaios após serem publicadas em uma rede social, com comentários de vizinhos sulamericanos em agradecimento ao apoio.
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Segundo Ingrid, antes da classificação do Paraguai para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, a banda parou de tocar e todos acompanharam atentos.
"Na hora, todo mundo ficou muito tenso, aguardando e torcendo para que se concretizasse a eliminação da Alemanha. A cada defesa que o goleiro do Paraguai fazia, a torcida ia à loucura e vibrava pelo resultado", conta.
Em menos de 24h de publicação, a postagem soma mais de 65,5 mil curtidas e centenas de comentários
Reprodução
Nos comentários da publicação que soma mais de 65,5 mil curtidas, os acreanos reforçaram o sentimento de união entre brasileiros e paraguaios, contudo, alguns paraguaios não entenderam o motivo da torcida aleatória e generalizada e outros, agradeceram pelo apoio dos brasileiros.
"Alguém me explica o que está acontecendo com 'a matrix' que todo o Brasil e a Argentina está apoiando o Paraguai" , indagou uma paraguaia. Outra disse: "Aqui uma paraguaia. Obrigada por tanto apoio ao nosso país". Por fim, uma possível explicação: "Vc guarda mágoa? 'Não'. Os brasileiros anos depois:", brincou uma brasileira.
Esta também é a teoria de Ingrid. "Vi comentários que o Brasil é canceriano, mas perder daquele jeito [7×1], em uma Copa no Brasil, foi doloroso. A sensação deles perdendo foi muito boa", diz.
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Ainda conforme a policial, por volta das 22h30 a festa continuava, juntando a alegria pela vitória brasileira contra o Japão e a eliminação alemã.
"Nem parecia uma segunda-feira. Apesar de eu achar que só seriamos vingados se a gente eliminasse a Alemanha, foi excelente acompanhar a derrota, o coração ficou quentinho e acho que somos rancorosos mesmo. Foi uma segunda que ficou para história", acrescenta.
Policial militar Ingrid Maia de Oliveira acompanhou a torcida com os amigos
Arquivo pessoal
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