Belo Horizonte – A decisão do PT de lançar uma candidatura própria ao governo de Minas Gerais expôs e acentuou uma disputa interna entre os que querem que a ex-prefeita de Contagem Marília Campos concorra ao cargo e os que defendem que ela se mantenha na corrida ao Senado.
O palanque de Lula está travado nesse estado-chave para a eleição desde que o Plano A do presidente, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), decidiu não concorrer. O PT mineiro não conseguiu consenso sobre nenhum nome em busca de uma chapa competitiva e o debate foi levado a Brasília.
5 imagensFechar modal.1 de 5Presidente LulaRicardo Stuckert / PR2 de 5Lula e o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG)Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela3 de 5Marília Campos (PT-MG)Reprodução/Instagram4 de 5Cleitinho Azevedo e Gabriel Azevedo comendo pãoReprodução/Redes Sociais5 de 5Presidente Lula e a ex-prefeita de Contagem (MG) Marília CamposRicardo Stuckert / PR
O entendimento no PT mineiro é de que Marília é o melhor nome para aglutinar apoios de diferentes grupos e partidos na disputa. Visão tida como equivocada pela cortejada, que acredita numa frente ampla com apoio a um candidato de fora da federação como o melhor resultado.
Neste sábado (27/6) a ex-prefeita reforçou sua resistência em evento com outros pré-candidatos no norte de Minas.
“Antes de renunciar à Prefeitura de Contagem, eu disse que minha disponibilidade exclusiva era para ser pré-candidata ao Senado”, afirmou Marília, que disse ainda que vai apresentar uma “estratégia para ganhar as eleições, tanto para governo, como para o Senado”.
Ela seguiu, em um protesto contra o partido se fechar em si ao invés de apoiar um nome de outra legenda: “Hoje temos uma possível costura que envolve o PT, o MDB, o PSB e não descarto também o PDT. Nós precisamos de uma grande conciliação de interesses. Nós precisamos de formação de frente única para a gente de fato disputar, com força, um projeto para Minas Gerais”.
Lula entra em campo
O impasse petista fez com que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente nacional do PT, Edinho Silva, agilizem conversas com a ex-prefeita para tentar convencê-la a mudar seus planos eleitoreiros. Inclusive, Edinho vai se encontrar com ela em Minas neste domingo (28/6) para tratar do tema.
Interlocutores afirmam que essa conversa servirá para avaliar se um encontro com Lula poderá convencer Marília. Caso o entendimento seja de que ela está inflexível em sua decisão, o PT poderá buscar outro rumo. Por enquanto, porém, a pressão está grande para que ela cumpra uma missão do partido.





