A iniciativa tinha como principal objetivo formar equipes profissionais de eSports dentro de algumas das maiores favelas do Brasil, explorando o potencial competitivo dos participantes em diferentes modalidades.
Para ele, a experiência foi uma oportunidade de contato com equipamentos que dificilmente teria em casa. O espaço contava com 20 PCs gamers de alto desempenho em cada comunidade e permitia que moradores experimentassem jogos e tecnologias sem precisar arcar com o alto custo de um computador próprio.
"A ideia era proporcionar uma oportunidade para as crianças e os adolescentes, uma experiência capaz de ampliar horizontes. Muitos nunca tiveram contato com um computador, e os PCs gamers disponíveis são de última geração. Um PC gamer ainda está longe da realidade financeira de grande parte das famílias da quebrada", afirma Gilmara Oliveira, coordenadora do projeto em Paraisópolis.
Ao longo dos últimos três anos de funcionamento, o Favela Game também recebeu recursos por meio de emendas parlamentares destinadas pelo vereador Thammy Miranda. O projeto, no entanto, encerrou as atividades em 2025 por falta de recursos.
O interesse pela tecnologia começou cedo para Douglas. Filho de um profissional da área de tecnologia da informação, ele cresceu cercado por computadores e videogames.
"Cresci jogando clássicos como Harry Potter, Warcraft III, Half-Life e The Simpsons Arcade. Meu primeiro console foi um Super Nintendo com três jogos: Super Mario, Street Fighter II e Super Bomberman. Lembro da emoção de ligar aquele videogame pela primeira vez. Foi ainda mais especial porque eu sabia o quanto aquilo representava para a minha família. Cresci em Paraisópolis e momentos assim tinham um peso diferente. Era uma alegria que ia além do jogo", recorda.
Enquanto um smartphone intermediário capaz de rodar os principais jogos do mercado pode ser encontrado por valores entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil, a montagem de um PC gamer costuma exigir investimento inicial superior a R$ 3 mil.
Em configurações intermediárias, o valor pode equivaler a cerca de dois salários mínimos (R$ 3.242). Já computadores mais avançados podem ultrapassar R$ 10 mil, o equivalente a entre seis e dez salários mínimos.
Celular é mais acessível para gamers
Glória Maria




