No programa do Noblat desta sexta-feira (26), a análise sobre o racha na família Bolsonaro subiu de tom ao destrinchar a estratégia política de Michelle.
O jornalista enfatizou que, embora a ex-primeira-dama tente se pintar publicamente como uma figura frágil, discriminada ou vítima das hostilidades de seus enteados, de “coitadinha” ela não tem nada. Para a coluna, Michelle sempre esteve plenamente consciente do ambiente misógino em que se inseriu ao casar-se e, no mínimo, atuou como cúmplice silenciosa da dinâmica familiar, desfrutando de todas as benesses e participando dos esquemas do clã até o momento em que lhe foi conveniente.
De acordo com o debate, o que move a repentina onda de denúncias e o embate direto — com Michelle desejando que Flávio Bolsonaro “exploda” politicamente — é uma nítida ambição eleitoral. Seu objetivo final é suceder o próprio marido na liderança da extrema-direita. Noblat ponderou que o silêncio da ex-primeira-dama sobre segredos mais profundos da família é calculado: ela traz a público apenas episódios superficiais para desbancar os enteados, mas poupa revelações de corrupção que poderiam demolir a estrutura inteira da qual ela mesma se beneficiou.
Trata-se, portanto, de um jogo de cena ensaiado para pavimentar seu caminho rumo ao topo do espólio político da oposição.





