Criança de 9 anos era obrigada a praticar atos sexuais com a mãe e o padrasto, diz polícia
Uma mulher de 25 anos e o companheiro dela, de 26, foram presos suspeitos de estupro de vulnerável contra o filho da mulher, um menino de 9 anos, em Anápolis, na região central de Goiás. Segundo a Polícia Civil, a criança relatou que era obrigada a praticar atos sexuais com ela e a própria mãe.
Como o nome dos envolvidos não foi divulgado, o g1 não conseguiu contato com a defesa deles.
De acordo com a delegada Aline Lopes, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a denúncia foi feita por um membro da família da criança. Durante uma visita à casa desse familiar, a criança disse que não queria retornar para casa. Após ser questionada sobre o porquê de ela ter exposto o caso, a parente então gravou a conversa e levou a denúncia até a delegacia.
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“Essa criança passou por um atendimento psicológico onde, de forma espontânea, relatou a gravidade dos atos que eram praticados tanto na presença dela quanto com ela. Atos que ela era obrigada a realizar com a mãe e o padrasto.” Conforme a polícia, durante o atendimento, a criança contou que havia sido ameaçada com uma faca pela mãe para que não contasse sobre os abusos a ninguém.
Diante da denúncia, a Polícia Civil efetuou a prisão do casal nesta segunda-feira (22). Ainda de acordo com a delegada, a mãe e o padrasto da criança possuem outros filhos juntos.
A delegada ainda contou que, durante o interrogatório, ambos os suspeitos negaram as acusações inicialmente, mas, em depoimento, a mãe confirmou que mostrava vídeos pornográficos ao filho e alegou que ele havia visto os dois em uma relação; ela disse que apenas explicava para ele que aquilo era normal.
“Obviamente uma justificativa absurda, né, porque não há bom senso nenhum que justifique mostrar um vídeo pornográfico para uma criança”, afirmou a delegada. Os suspeitos devem passar por audiência de custódia nesta terça-feira (23). Conforme a delegada, eles serão indiciados pelo crime de estupro de vulnerável, com pena de até 18 anos de reclusão. As investigações ainda devem durar 10 dias para serem concluídas, já que a polícia aguarda a extração do conteúdo sexual dos telefones dos suspeitos.
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