Donia Ahmed Mohamed Fawzi morreu após despencar de quase 200 metros em uma trilha do Parque Nacional da Tijuca
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A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro investiga se a falta de sinalização, de estrutura e de segurança na Trilha do Primata, no Parque Nacional da Tijuca, pode ter contribuído para a morte do canadense Donia Ahmed Mohamed Fawzi Mohammed, de 38 anos. Ele caiu de uma altura de aproximadamente 170 metros enquanto percorria o trajeto para a Cachoeira do Primata na última quarta-feira (3). Ele morreu na hora.
Segundo a Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), que investiga o caso, a perícia no local foi realizada no sábado (6) por questões de segurança devido ao tempo nublado e chuvoso na capital fluminense. No local, os policiais encontraram todos os pertences de Donia como: celular, documentos e dinheiro.
Investigação e próximos passos
Policial da Deat utilizando técnicas de rapel devido à dificuldade de acesso ao local da queda
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A polícia recolheu vídeos feitos pelo acompanhante do canadense durante o passeio. As imagens devem ajudar a reconstruir o trajeto, identificar o ponto exato da queda e esclarecer a cronologia dos fatos.
A delegada Patrícia Alemany destacou que todas essas informações serão fundamentais para a conclusão do inquérito.
“Pedimos que as autoridades revejam urgentemente as condições de segurança desse ponto turístico. Também alertamos que turistas que não conhecem a região e não estão acompanhados por um guia devem redobrar a atenção”, afirmou Alemany.
O caso também levanta questionamentos sobre a segurança e a sinalização nas trilhas do parque, especialmente em áreas de difícil acesso e com grande circulação de turistas.
“O ideal é sempre percorrer as trilhas do Rio de Janeiro acompanhado por um guia experiente ou por alguém que conheça bem o local. Existem associações sérias de guias e empresas de turismo de aventura no Rio que podem oferecer esse suporte com segurança”, completou a delegada.
Corpo segue no IML
O corpo de Donia Ahmed Mohamed Fawzi Mohammed foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) do Centro do Rio, onde permanece à espera de procedimentos legais e contato com a família.
O ICMBio, responsável pelo Parque Nacional da Tijuca, disse que não foi acionado para atuar nesta ocorrência, assim como não foi comunicado pelas autoridades que prestaram socorro ao turista. Segundo o órgão, a trilha que leva à Cachoeira dos Primatas conta com sinalização informando sobre os riscos e perigos que existem em trilhas em locais naturais.
A administração informou que avalia constantemente o aperfeiçoamento e ampliação da sinalização nas trilhas do parque e, no ano passado, 34 novas placas foram instaladas.
O g1 entrou em contato com o Consulado do Canadá, que não respondeu aos questionamentos até a última atualização desta reportagem.
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