Maria Rosa Lo Duca Nebel estava à frente da pasta desde abril de 2022
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O governador interino do Rio, o desembargador Ricardo Couto, trocou nesta segunda-feira (25) o comando da Secretaria de Polícia Penal (Seppen), a antiga Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), e nomeou a inspetora Alessandra Rosa Odawara para o cargo. Ela substitui Maria Rosa Lo Duca Nebel, que estava à frente da pasta desde abril de 2022.
A mudança foi publicada no Diário Oficial nesta segunda-feira (25) e faz parte de uma série de alterações promovidas por Couto no primeiro escalão desde que assumiu o governo, em março.
A nova secretária, Alessandra Odawara, é policial penal de carreira e tem cerca de 17 anos de experiência no sistema penitenciário. Ela assume o cargo em meio a desafios como a superlotação das unidades, o déficit de vagas e a necessidade de reorganização administrativa da pasta.
A gestão de Maria Rosa na Seap
Maria Rosa deixa o cargo após uma gestão marcada por episódios que repercutiram no sistema penitenciário fluminense, como a fuga de três presos considerados de alta periculosidade do Complexo de Bangu, em janeiro de 2023. Os detentos escaparam após serrar grades e usar uma corda improvisada, em um momento em que câmeras de segurança estavam desligadas.
A iniciativa fazia parte do programa “Cultura Maker”, criado pela Secretaria de Educação para modernizar salas de aula — inclusive as 19 escolas que funcionam dentro do sistema prisional.
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A proposta, no entanto, gerou controvérsia dentro da própria Seap. Áreas técnicas alertaram para riscos de segurança, já que alguns dispositivos poderiam permitir acesso à internet e comunicação externa. Parte dos equipamentos inicialmente previstos — como câmeras e videogames — chegou a ser retirada da lista após questionamentos internos.
Durante o período em que Maria Rosa esteve à frente da pasta, o Rio também passou a liderar o ranking nacional de detentos em presídios federais. Em novembro de 2025, o estado chegou a 66 presos de alta periculosidade nessas unidades, após sucessivas transferências autorizadas pela Justiça.
A administração ainda enfrentou questionamentos na área financeira. Em março deste ano, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu uma licitação de cerca de R$ 1,3 bilhão para a alimentação de presos, apontando falhas como falta de transparência e restrições à concorrência.
Exoneração de Maria Rosa foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (25)
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