Nuvens carregadas em Sorocaba (SP)
Reprodução/Kelly Rosa Baptista
Nos últimos dias, manchetes sobre um possível “super El Niño” começaram a circular em jornais e redes sociais depois que centros meteorológicos internacionais aumentaram a chance de formação do fenômeno climático ainda em 2026.
A NOAA, agência climática dos Estados Unidos, estima hoje mais de 80% de probabilidade de desenvolvimento do El Niño nos próximos meses.
Alguns modelos europeus já projetam um aquecimento muito intenso do Oceano Pacífico, semelhante ao observado em grandes eventos históricos.
O assunto ganhou ainda mais atenção depois de análises apontarem que um evento forte poderia aumentar o risco de secas, enchentes, ondas de calor e impactos na produção agrícola em diferentes partes do mundo.
Mas afinal: o que é o El Niño? O que diferencia um "evento comum" de um "muito forte"? E o que realmente pode acontecer no Brasil?
O g1 preparou um guia com tudo o que você precisa saber sobre o fenômeno. Veja ABAIXO.
Agora no g1
1) O que é o El Niño?
O El Niño é um fenômeno climático natural provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.
Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e muda padrões de chuva, temperatura e vento em várias regiões do planeta.
Embora aconteça no Pacífico, os efeitos acabam se espalhando para diferentes continentes.
É por isso que uma mudança na temperatura do mar perto do Peru e do Equador consegue influenciar o clima no Brasil, na Ásia, na África e até na América do Norte.
El Niño e La Niña
Arte/g1
Em anos normais, os chamados ventos alísios sopram de leste para oeste sobre o Pacífico, empurrando águas quentes em direção à Indonésia e à Austrália.
Isso ajuda a manter águas mais frias próximas da costa da América do Sul.
💨 No El Niño, esses ventos enfraquecem.
Com isso, a água quente volta a se espalhar pelo Pacífico central e leste. A atmosfera responde a essa mudança, e todo o sistema climático começa a se reorganizar.
É essa “bagunça” atmosférica que altera o regime de chuvas em várias partes do mundo.
2) O que diferencia um El Niño comum de um “super El Niño”?
A diferença principal está na intensidade do aquecimento do oceano.
Os cientistas usam índices baseados na temperatura da superfície do mar para medir a força do fenômeno.





