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Irã descreve proposta para encerrar guerra com os EUA como ‘legítima e generosa’

Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã
Reprodução/Redes Sociais
A proposta do Irã para acabar com a guerra com os Estados Unidos e reabrir o Estreito de Ormuz foi "legítima e generosa", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, nesta segunda-feira (11).
Baghaei ainda afirmou que os EUA continuam mantendo exigências consideradas "irracionais e unilaterais", segundo a agência de notícias Reuters.
“Nosso pedido é legítimo: exigir o fim da guerra, o levantamento do bloqueio e da pirataria (dos EUA no canal) e a liberação dos ativos iranianos que foram injustamente congelados em bancos devido à pressão americana”, disse Baghaei.
“Passagem segura pelo Estreito de Hormuz e o estabelecimento da segurança na região e no Líbano foram outras demandas do Irã, que são consideradas uma oferta generosa e responsável para a segurança regional", afirmou Baghaei.
Trump classificou propostas como "inaceitáveis"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou neste domingo (10) como "totalmente inaceitáveis" as condições do Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio, o que aumenta a probabilidade de que o conflito continue após semanas de negociações.
"Acabei de ler a resposta dos chamados 'representantes' do Irã. Não gosto. TOTALMENTE INACEITÁVEL", escreveu Trump em sua rede Truth Social.
Mais cedo no domingo, o Irã havia respondido à última proposta de paz de Washington com uma série de exigências para acabar com a guerra, segundo informações da mídia estatal e da agência iraniana semioficial Tasnim.

Além disso, segundo autoridades ouvidas pelo jornal "The Wall Street Journal", o Irã colocou suas próprias condições sobre a questão nuclear.
➡️ Mais de um mês após a implementação de um cessar-fogo em 8 de abril, não há avanços para colocar um fim definitivo da guerra no Oriente Médio, iniciada com o ataque de 28 de fevereiro de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã.

Veja os principais pontos impostos pelo Irã para encerrar o conflito:
Fim da guerra e segurança
O Irã defende a necessidade de acabar com a guerra em todas as frentes (incluindo a guerra travada entre Israel e Hezbollah no Líbano) e solicita garantias formais de que não sofrerá novos ataques.
Soberania territorial: O documento destaca a soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.
Economia e sanções
Suspensão de sanções: A proposta pede a suspensão, por um período de 30 dias, das sanções dos EUA via Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) sobre a venda de petróleo iraniano e solicita o término do bloqueio naval contra o país.
Compensações financeiras: O Irã requer que os Estados Unidos paguem indenizações pelos danos causados durante a guerra.
Questão nuclear
Destino do urânio: O plano sugere diluir parte do urânio altamente enriquecido e transferir o restante para um terceiro país, segundo reportagem do jornal "The Wall Street Journal".
Cláusula de devolução: O Irã exige garantias de que esse urânio seja devolvido ao país caso as negociações fracassem ou os EUA abandonem o acordo futuramente.
Instalações e enriquecimento: O país aceita suspender o enriquecimento de urânio por um prazo menor do que os 20 anos propostos pelos EUA, mas rejeita categoricamente desmantelar suas instalações nucleares.
Iraniana caminha ao lado de mural com a ilustração da bandeira do Irã, em Teerã, no dia 5 de maio de 2026
Majid Asgaripour/Wana/Reuters

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