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Espada que pertencia à guarda de Dom Pedro II e foi encontrada durante pescaria no interior do RS é doada a museu: ‘Histórico’

Espada pertencia à Guarda Imperial de Dom Pedro II
Felipe Egert/Arquivo Pessoal
Uma espada imperial do século 19, que pertencia à guarda de Dom Pedro II e foi encontrada em uma área de mata do interior do RS na década de 1960, foi doada ao Parque Histórico General Bento Gonçalves, em Cristal, na região Sul do estado.

A peça, que é uma herança de família, foi entregue pelo policial penal Felipe Antonio Egert, que decidiu dar um destino público ao artefato histórico.
A história da espada começou com o pai de Felipe, Clóvis Roberto Egert. Ele contava que achou o objeto no chão, durante uma viagem de caça e pesca, entre Frederico Westphalen e Palmeira das Missões.

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Após uma limpeza em casa, a peça virou item de decoração na casa da família. Com a morte de Clóvis, a espada foi guardada num baú.
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Por anos, Felipe acreditou que era apenas um item decorativo. Mas a revelação veio em uma conversa com o irmão mais velho.

"Ele me contou que se tratava de uma espada verdadeira, que teria sido utilizada em alguma batalha, e que pelas insígnias (PII), teria pertencido ao período imperial", relata.
Com a descoberta, Felipe entendeu que o lugar da peça não era a casa dele. "Não fazia sentido expor em minha casa, pois tratava-se de um item com um valor cultural enorme. Vender também não foi uma opção, pelo fato de ter pertencido ao meu pai", explica.

A solução foi doá-la à Secretaria da Cultura do Estado (Sedac). Segundo o diretor do Departamento de Memória e Patrimônio da Sedac, Eduardo Hahn, a espada é um sabre de oficiais da Guarda Nacional do Segundo Reinado (1840-1889), identificada pelo emblema "PII" (Pedro II) no guarda-mão.

"Esses armamentos foram utilizados em vários eventos históricos do Segundo Império, entre eles a Revolução Farroupilha, que teve uma forte atuação do General Bento Gonçalves. Não podemos comprovar que esta peça, em particular, foi utilizada nos eventos da Revolução, mas ela, enquanto objeto histórico, é uma representação das espaças utilizadas pelo império durante esse evento", afirma.
O artefato já está em exposição no parque. "Ainda não tive a oportunidade de visitar o museu, mas só de saber que estou contribuindo para que nossa história se mantenha viva, já é muito gratificante", finaliza o doador.
Espada pertencia à Guarda Imperial de Dom Pedro II
Felipe Egert/Arquivo Pessoal

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