Puxão de orelha: ministro do STF critica posição da PGR e aponta urgência em investigação

Fonte original: G1 Política

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Um trecho de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) revela um duro recado do relator de uma investigação à Procuradoria-Geral da República (PGR).
No despacho, o ministro André Mendonça registra que discorda da avaliação da PGR de que não haveria urgência para analisar pedidos de medidas cautelares apresentados pela Polícia Federal e afirma que as evidências reunidas apontam para crimes de grande gravidade e risco concreto às investigações.
Em 27 de fevereiro, a Polícia Federal pediu ao STF a prisão preventiva dos investigados, ao afirmar que o grupo mantinha uma “estrutura de vigilância e coerção privada” voltada ao monitoramento de alvos e à intimidação de pessoas ligadas às investigações.
Ao receber o pedido, Mendonça concedeu 72 horas para manifestação da PGR. O órgão afirmou que não havia, no pedido, “indicação de perigo iminente, imediato, que induza a extraordinária necessidade de tão rápida e necessariamente sucinta análise do pleito”.
Na decisão, o ministro rebate essa avaliação. Segundo ele, a representação da Polícia Federal “traz sérias evidências da continuada prática de crimes de gravíssima repercussão”.
Mendonça afirma ainda que a urgência do caso é clara.
“É preciso ressaltar que a urgência na tramitação deste feito decorre do perigo iminente a bens jurídicos da mais elevada relevância e de envergadura constitucional”, destacou.
O relator afirma que a avaliação da PGR ignorou indícios relevant…

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