Fonte original: G1 Política
Caiado anuncia sua filiação ao PSD ao lado dos governadores Eduardo Leite e Ratinho Jr.
Reprodução/ Perfil do Instagram de Ronaldo Caiado
O pacto de unidade selado pelos governadores Ratinho Júnior (Paraná)., Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) deixou com cara de Paulo Maluf a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência.
Por que Paulo Maluf? Porque em 1985, quando concorreu à eleição indireta para presidente contra Tancredo Neves, Paulo Maluf não conseguiu unir a direita, que rachou. Ele deixou de ser o representante único do bloco que apoiou por décadas a ditadura e passou a ser o candidato de um homem só: o general Paulo Figueiredo.
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O risco de Flávio Bolsonaro com esse movimento de Ratinho Jr., Caiado e Leite é de que ele também deixa de ser o rosto único da direita e passa a ser o candidato ungido pelo pai. Uma “candidatura capricho”.
E olha que Paulo Maluf, para virar candidato do PDS (partido sucessor da Arena, de apoio à ditadura), teve que enfrentar o ex-ministro Mário Andreazza, numa convenção partidária. Flávio Bolsonaro nem isso teve. Conseguiu uma carta do pai, escanteou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e virou o candidato. Pelo poder de sangue, e não da negociação.
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