Ministros de tribunais superiores — entre eles o STF, STJ e TSE — avaliam, nos bastidores, que as críticas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) às urnas eletrônicas durante um encontro com embaixadores nesta semana foram feitas de forma proposital.
Para magistrados ouvidos pela coluna reservadamente, a declaração teria sido feita de “caso pensado”. como parte de uma estratégia para fazer uma sinalização ao governo Donald Trump e às grandes empresas de tecnologia, em meio à corrida presidencial.
3 imagensFechar modal.1 de 3Senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)José Augusto LImão/Metrópoles2 de 3Senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)Luis Nova/Metrópoles @LuisGustavoNova3 de 3Senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
“Na eleição, a força deles é muito grande”. comentou um ministro.
Ministros lembram que a fala de Flávio vai na linha dos discursos do atual secretário de Estado americano, Marco Rubio, que têm manifestado críticas ao sistema eleitoral brasileiro e defendido maior pressão internacional sobre decisões do Judiciário no país.
Para integrantes do STF e do TSE ouvidos pela coluna, a intenção de Flávio seria reforçar essa narrativa internacional, na expectativa de ampliar o apoio político externo e sensibilizar setores das big techs durante a campanha eleitoral no Brasil.
“Não existe uma fala dessas espontânea de um candidato a presidente. Foi de caso pensado“. afirmou à coluna, sob reserva, um magistrado do TSE.





