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Fiscalização do TCE vê verbas infladas em contratos de rodovias de SP

O setor de Fiscalização do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) encontrou distorções e possíveis valores inflados em repasses a concessionárias de rodovias do território paulista.
Os técnicos do TCE-SP encontraram um possível rombo causado por valores de reequilíbrio econômico-financeiro das concessionárias de rodovias por perdas atribuídas à pandemia de Covid-19. Na prática, isso significa que as empresas podem ter continuado a receber valores possivelmente maiores do que deveriam, mesmo quando os problemas no trânsito causados pela pandemia já tinham diminuído.
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) afirmou que prestou esclarecimentos sobre os apontamentos e que foram acolhidos pelo TCE-SP. Apesar do parecer, o caso acabou sendo arquivado pelo conselheiro Wagner Rosário, ex-secretário da Controladoria Geral do Estado de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A fiscalização foi iniciada após uma representação do deputado Antonio Donato (PT) ao órgão de controle. No documento, o petista aponta um possível desequilíbrio financeiro na casa dos R$ 2,5 bilhões. A oposição avança numa nova frente de uma vidraça eleitoral de Tarcísio, que já sofre críticas pela instalação dos pedágios free flow nas rodovias paulistas.

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