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Renato Machado marcou o telejornalismo brasileiro com a cobertura de eventos históricos mundiais; relembre

Renato Machado, referência do telejornalismo brasileiro, morre aos 83 anos no Rio
O jornalista Renato Machado, ex-apresentador do Bom Dia Brasil, morreu na manhã desta quinta-feira (16), aos 83 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. Referência no telejornalismo brasileiro, Renato acompanhou alguns dos principais eventos da história recente. Relembre algumas de suas coberturas mais marcantes: Guerra das Malvinas e conflitos na América Central
Em 1982, ele participou da cobertura da Guerra das Malvinas. Experiente em assuntos internacionais, fluente em inglês e francês, o jornalista participou da cobertura trabalhando do Rio de Janeiro e da Argentina.

Entrevista exclusiva do jornalista Renato Machado ao Memória Globo sobre a cobertura do Jornal da Globo na Guerra das Malvinas.
Renato Machado também foi enviado a diversos países para reportagens especiais. Em 1983, viajou à América Central para uma série de matérias do "Globo Repórter", em meio aos conflitos que marcavam a região. "Viajamos sem planejamento, a pauta foi se desenvolvendo na hora. Uma das nossas paradas era Manágua, capital da Nicarágua", recordou ao Memória Globo. Durante essa viagem, ele conseguiu uma entrevista exclusiva com o então guerrilheiro, e depois presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.

Em 1985, ele foi à Normandia acompanhar as comemorações em homenagem aos 40 anos do Dia D. Renato Machado gravou junto a casamatas alemãs e viu os cemitérios de ex-combatentes com “cruzes brancas a perder de vista”.

Renato Machado durante cobertura da Guerra das Malvinas
Acervo TV Globo
Acidente em Chernobyl e queda de Alfredo Stroessner
Um ano depois, ele cobriu de Upsala, na Suécia, os desdobramentos do acidente na usina nuclear de Chernobyl. “Fomos à margem de uma grande lagoa gravar uma passagem e só ali eu me dei conta de que estava correndo perigo”. No mesmo ano, ele foi enviado a Paris para cobrir atentados terroristas realizados por membros do Hezbollah, grupo fundamentalista islâmico.

Depois do período como correspondente internacional, Renato Machado voltou ao Brasil e participou de coberturas importantes, como a queda do general Alfredo Stroessner, no Paraguai (1989). Em 1990, Renato deu um furo de reportagem, quando estava em Tel-Aviv para cobrir um concerto de música clássica, e, inesperadamente, Saddam Hussein bombardeou a cidade.

Acompanhou o impeachment do presidente Fernando Collor, em 1992, e a comoção nacional pela morte do piloto Ayrton Senna, em 1994.
O jornalista Renato Machado
Acervo/TV Globo

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