As duas cartas coletivas encaminhadas por funcionários do Consulado-Geral do Brasil em Hong Kong ao Itamaraty, em 4 de março e 24 de abril de 2026, relatam que o diplomata Hervelter de Mattos (foto em destaque) chamava uma funcionária de “a empregada do cachorro”. em referência às tarefas relacionadas ao animal de estimação do embaixador Wladimir Valler Filho.
Segundo os autores dos documentos, o diplomata também se referia a colegas pelos apelidos “Bruxa 1”. “Bruxa 2”. “Bruxa 3” e “Fujona”.
Eles afirmam ainda que Hervelter disse “I don’t see dead people” (“eu não vejo pessoas mortas”. em tradução livre) ao se referir a um contratado local e declarou que não pisaria no setor consular porque o ambiente estaria “poluído” pela presença de determinada servidora.
Os relatos também atribuem ao conselheiro uma postura intimidatória. De acordo com os funcionários, ele dizia que comunicaria supostas desobediências diretamente ao chefe do posto diplomático e afirmava possuir influência no Itamaraty.





