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Posseiro que vendeu mansão a Richarlison é condenado por estelionato

De volta aos holofotes depois de postagens de Richarlison, a disputa por uma casa em Angra dos Reis (RJ) entre o atacante e um amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL) nasceu porque o jogador comprou o imóvel de um homem apontado como posseiro e que recentemente foi condenado por estelionato.
A coluna teve acesso ao contrato firmado entre a Sports 70, sociedade entre Richarlison e seu então agente, Renato Velasco, e uma empresa de Antonio Marcos Pereira da Silva. Conhecido como Marquinhos, foi ele quem vendeu ao jogador a casa em Angra que um dia pertenceu à cantora Clara Nunes, apesar de a posse do terreno, que é da União.
O imóvel tinha, em sua matrícula, a posse em nome de uma empresa chamada M Locadora de Veículos, de Santos (SP), cujos donos morreram e estava inativa. Quando Richarlison já ocupava a casa e a havia reformado, o advogado Willer Tomaz procurou um dos herdeiros do imóvel e comprou a posse dele, conseguindo rapidamente, ainda na gestão Jair Bolsonaro (PL), que a SPU (Secretaria do Patrimônio da União) regularizasse a documentação.
No centro da polêmica está Marquinhos, empresário próximo ao ex-deputado federal e hoje conselheiro do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCM-MG), Alencar da Silveira, que é ex-presidente do América-MG, clube formador de Richarlison, e foi sócio do atacante na “compra” da mansão em Angra.
 
8 imagensFechar modal.1 de 8A Ilha Comprida fica localizada em Angra dos Reis, a cerca de 3h de distância do Rio de JaneiroArte Metrópoles2 de 😯 imóvel que está em disputa fica localizado em uma área isolada da Ilha CompridaReprodução3 de 8A empresa de Richarlison e seu empresário, Renato Velasco, disputam com o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, a posse do imóvelReprodução 4 de 😯 valor da casa é estimado em R$ 10 milhõesReprodução5 de 😯 imóvel tem uma cachoeira que deságua no marReprodução6 de 87 de 88 de 8
Em abril, Marquinhos foi condenado por estelionato em processo que corre em Belo Horizonte (MG). No processo, a vítima relatou que negociava veículos com regularidade com Marquinhos, que sempre pagava com cheques pré-datados.
Após conquistar a confiança dele, inclusive recebendo-o em suas casas em BH e Angra dos Reis, o empresário conseguiu que o vendedor passasse a gerar o documento de transferência dos veículos antes da quitação do negócio. E, depois disso, sustou os cheques que havia fornecido para pagar duas lanchas, dois barcos, dois UTVs, uma Silverado, uma moto Ducati e uma Strada, entre outros bens.
Os barcos e as lanchas não haviam ainda sido transferidos e acabaram rebocados em Angra, mas os demais bens negociados ficaram com Marquinhos, que ofereceu, para quitar a dívida de cerca de R$ 500 mil, uma casa de R$ 3 milhões, com a condição de que a vítima devolvesse o troco.

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