Ao se hospedar em um hotel de Lisboa, em Portugal, um casal de turistas norte-americanos se deparou com um inseto capaz de transmitir a doença de Chagas. Esse episódio, de agosto de 2025, representou o primeiro registro de um barbeiro vivo encontrado na Europa e resultou em um estudo publicado neste mês na revista científica Parasites & Vectors, com participação do pesquisador Jader de Oliveira, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Araraquara, no interior de São Paulo.
Apesar de o bicho não estar infectado pelo parasita Trypanosoma cruzi, causador da doença, a descoberta acende um alerta. “A Europa não possuía registros dessa espécie. Anteriormente, em 2019, um espécime foi encontrado na Espanha, mas ele tinha origem na Ásia e não se tratava de uma espécie transmissora da doença. O principal alerta agora é a necessidade de vigilância constante para entendermos como essas dispersões passivas estão acontecendo”, afirmou Jader.





