Venda de fatias de tortas vira febre e transforma avenida de cidade da Bahia
Um trecho da Avenida Fraga Maia, que antes servia apenas como ponto de passagem, passou a ganhar um novo significado aos finais de semana em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia. O local se transformou em um espaço de encontro para famílias, jovens e apreciadores de doces devido à "Doce Fraga", movimento criado por confeiteiros e pequenos empreendedores da cidade.
A iniciativa surgiu em agosto de 2025, quando vendedores que trabalhavam principalmente com encomendas decidiram levar os produtos diretamente ao público, nas ruas. Inicialmente, os comerciantes montavam mesas, barracas e carrinhos no canteiro central da avenida, o que rapidamente chamou atenção de quem circulava pela região.
Um dos primeiros empreendedores a ocupar o espaço foi Fernando Barbalho, proprietário da "CrocLove", especializada em maçãs do amor. Ao g1, Barbalho contou que a inspiração veio após conhecer um ponto de vendas parecido na orla de Aracaju, em Sergipe, com várias opções em um local familiar.
“Nós fomos os primeiros a começar lá, no dia 2 de agosto, e depois chamamos outros empreendedores para colocar segmentos diferentes e criar esse movimento. Nosso sonho sempre foi transformar aquele espaço em um lugar para as famílias terem para onde ir em Feira de Santana”.
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Mas após notificações da Prefeitura de Feira de Santana, em fevereiro deste ano, os comerciantes foram retirados do canteiro central da avenida. Depois de reuniões com representantes da gestão municipal, eles foram realocados para um espaço ao lado da Av. Fraga Maia, onde atualmente funciona a praça de alimentação da Doce Fraga aos finais de semana.
Festival de fatias, doces artesanais e sabores virais transforma avenida em Feira de Santana
Arquivo Pessoal
Muito mais do que tortas
Hoje, 22 expositores comercializam produtos como tortas, brownies, brigadeiros, cookies, churros, maçãs do amor, salada de frutas e frutas temperadas. Além de movimentar o setor de confeitaria, a iniciativa também impulsionou a renda de trabalhadores que encontraram no espaço uma oportunidade de ampliar os negócios.
Barbalho explicou ainda que o nome "Doce Fraga" foi pensado coletivamente pelos próprios comerciantes e que a organização funciona de forma colaborativa entre empreendedores.





