As demais pessoas não tiveram as identidades informadas, mas são dois moradores do condomínio (que reclamaram do som alto), duas mulheres e dois amigos dos atletas.
Mancuso alegou que os vizinhos xingaram os jogadores, fizeram comentários xenofóbicos (devido ao fato dos atletas serem argentinos) e os provocaram com o rebaixamento do Fortaleza para a Série B do Brasileirão de 2026.
Denúncia do MP
Jose Herrera, argentino ex-jogador do Fortaleza.
Mateus Lotif/Fortaleza Esporte Clube
Na denúncia, o Ministério Público argumentou que, em determinado momento da briga, Herrera conseguiu imobilizar um dos vizinhos e "passou a desferir-lhe sucessivos golpes, extrapolando manifestamente os limites de uma eventual reação defensiva".
"Em seguida, quando a vítima já se encontrava dominada e em posição de inferioridade física, mordeu-lhe a região nasal, causando perda de substância anatômica e lesões de natureza gravíssima, consistentes em deformidade permanente, bem como debilidade permanente da função respiratória", narrou o Ministério Público.
O MP também pediu à Justiça para o atleta pagar, no mínimo, R$ 5 mil como indenização por danos materiais, morais e piscológicos sofridos pela vítima; e R$ 45 mil devido à gravidade das lesões.
O órgão acusatório decidiu não denunciar o jogador Tomas Pochettino por entender que ele agiu em legítima defesa.
Briga entre jogadores do Fortaleza e vizinhos teve cadeirada, mordida no nariz e provocações.
Reprodução
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