O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, perguntou ao programa de inteligência artifical que simula o ex-presidente Theodore Roosevel se ele considera o canal do Panamá sua maior consquista. Em um vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (1°), o republicano aparece em um museu dedicado ao seu predecessor na Dakota do Norte, junto a uma comitiva de apoiadores.
Em resposta, o robô concorda e diz que sabia que o mapa do mundo seria mudado para sempre com a abertura da via. Trump diz "Sim, você mudou mesmo", antes de dar meia volta e deixar o local.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
🔍 O Canal do Panamá foi inaugurado em 15 de agosto de 1914, durante a presidência de Woodrow Wilson. No entanto, a obra ficou associada a Theodore Roosevelt, que idealizou e iniciou sua construção. Em 1903, Roosevelt apoiou a independência do Panamá em relação à Colômbia e garantiu aos Estados Unidos o direito de construir e administrar o canal. Considerada uma das maiores obras de engenharia do século XX, a passagem ligou os oceanos Atlântico e Pacífico e reduziu drasticamente o tempo das rotas marítimas internacionais.
Ele também afirmou que os Estados Unidos não vão permitir que outros países se apossem da via. "A China está tentando assumir o controle do Canal do Panamá, e nós não vamos deixar isso acontecer", afirmou, durante um discurso
Ele acrescentou que o Canal do Panamá é "a obra mais cara que já construímos, mas também a mais lucrativa que já construímos". O republicano também criticou governos americanos anteriores por terem transferido o controle do canal ao Panamá.
Durante seu discurso de posse, em janeiro de 2025, o republicano disse que pretende retomar o controle da hidrovia, alegando que o Panamá faz cobranças excessivas pelo uso da passagem.
Relevância estratégica
Os Estados Unidos construíram grande parte do canal e administraram o território ao redor da passagem por décadas, mas a assinatura de acordos entre o país e o governo panamenho, em 1977, abriu caminho para o retorno do canal ao controle total do Panamá em 1999, após um período de administração conjunta.
A hidrovia, que permite a passagem de até 14 mil navios por ano, é responsável por 2,5% do comércio marítimo global e é essencial para as importações de automóveis e produtos comerciais dos EUA por navios porta-contêineres da Ásia, e para as exportações de commodities dos EUA, incluindo gás natural liquefeito.
A briga pela canal Os Estados Unidos tiveram um papel crucial na realização da obra. Na época, o Panamá ainda era uma província da Colômbia, e o governo norte-americano não conseguia chegar a um acordo satisfatório com as autoridades colombianas.
Diante disso, os americanos decidiram apoiar a independência do Panamá e ancoraram navios nas duas costas da região. Três anos depois, já como um Estado autônomo, o Panamá firmou um acordo com os EUA para a construção do canal.
O acordo previa um pagamento de US$ 10 milhões, além de US$ 250 mil anuais, para que os Estados Unidos controlassem o canal. No entanto, na segunda metade do século 20, o Panamá passou a pressionar o governo americano pela nacionalização da estrutura.
Os Estados Unidos controlaram o Canal do Panamá até o final de 1999, quando ele foi entregue ao governo panamenho. Ao longo de mais de 80 anos, a via impulsionou a economia norte-americana e contribuiu para o desenvolvimento do noroeste dos EUA.
Foi graças ao Canal do Panamá, por exemplo, que o empresário William Boeing conseguiu aumentar seus lucros e fundar uma pequena empresa aérea. Na década de 1940, a Boeing já havia se transformado em uma grande companhia, com forte impacto na economia local.
Recentemente, com as mudanças climáticas, os lagos que ajudam a controlar os níveis das águas estão sofrendo com mais secas do que antigamente. Isso obrigou o governo do Panamá a limitar o trânsito de navios para equilibrar as necessidades de abastecimento de água da população.
Trump vem acusando o Panamá de cobrar taxas excessivas para o uso do canal e afirmou que existe o risco de influência chinesa na região. Dois portos próximos à entrada do canal são administrados por uma empresa de Hong Kong.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Reuters/Evan Vucci





