Facas apreendidas após ataque a três funcionários de hotel em Paulínia (SP): de acordo com a Guarda, facas foram afiadas artesanalmente e transformadas em punhais
Arquivo pessoal
As facas usadas no ataque que deixou três funcionários de um hotel feridos em Paulínia (SP), nesta quarta-feira (1º), haviam sido afiadas artesanalmente e transformadas em uma espécie de punhal pelo segurança de 40 anos, preso em flagrante pelo crime, segundo o boletim de ocorrência.
O registro da Polícia Civil consta que Maurício do Amaral se apresentou ao Centro de Operações Integradas (COI), que fica próximo ao hotel onde trabalhava como terceirizado, e disse que havia acabado de esfaquear três pessoas.
Ainda de acordo com o boletim, o Maurício levou os guardas até o local onde havia descartado as armas.
À Polícia Civil, os guardas relataram que encontraram "duas facas de cozinha, do tipo faca de pão, afiadas em esmeril, ficando semelhantes a punhais".
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Segurança diz que esfaqueou colegas após relatar problemas no trabalho
Em outro trecho, o segurança afirmou que costumava transportar as facas para defesa pessoal porque fazia o trajeto até sua residência a pé e "temia possíveis abordagens durante o caminho".
A Polícia Civil ainda vai apurar o que pode ter motivado o crime e o segurança vai responder por tentativa de homicídio qualificado.
As vítimas sofreram ferimentos na região abdominal e foram levadas para o Hospital Municipal de Paulínia. O estado de saúde delas é considerado estável. Segundo a Prefeitura, duas pessoas passarão por cirurgia.
Maurício do Amaral, segurança de 40 anos que esfaqueou colegas em hotel de Paulínia
Divulgação
Discussão por filmagens
Uma discussão motivada por suspeitas de filmagens sem autorização de colegas de trabalho antecedeu o ataque a facadas.
Segundo o registro policial, uma recepcionista de 35 anos relatou que já havia questionado Maurício do Amaral sobre supostas gravações de funcionários feitas por ele na última segunda-feira (29) e que, nesta quarta, os dois voltaram a discutir sobre o assunto.
De acordo com o boletim de ocorrência, o gerente do hotel afirmou que, ao chegar à recepção, encontrou a recepcionista e o segurança discutindo.
Em seguida, Maurício teria dado um chute na porta de acesso ao setor, entrado no ambiente e iniciado os golpes contra os funcionários que estavam no local.
A versão apresentada pelo segurança é diferente. Maurício alegou que tentava relatar problemas que observava no hotel e que foi buscar seus pertences quando a discussão se intensificou.
Ainda segundo o segurança, ao retornar ao local, voltou a discutir com os colegas e acreditou que seria atacado pelo outro recepcionista do hotel, que estaria portando um facão. Foi nesse momento, segundo ele, que começou a desferir os golpes.





