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Com casinha especial, mamadeira 6x por dia e roupa no frio, alpacas viram atração no interior de SP: ‘São muito frágeis’

Com mamadeira, casinha especial e roupa no frio, alpacas viram atração em Dracena
O amor pelos animais fez um casal do interior de São Paulo investir em uma criação incomum: duas alpacas que hoje vivem dentro de casa, recebem cuidados intensivos e se tornaram parte essencial da rotina da família.
A iniciativa nasceu da paixão que Eliete Evangelista, mais conhecida como Lili Pink, sempre teve pelos bichos e se fortaleceu quando ela descobriu o universo das alpacas, mamíferos originários da América do Sul conhecidos pela docilidade e pelo potencial terapêutico, características que motivaram a decisão de levar a espécie para perto.
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Há cerca de dois meses, Ester e Davi passaram a fazer parte da rotina da família, moradora de Dracena (SP). Os dois filhotes vivem soltos pela residência, recebem mamadeira seis vezes ao dia, usam roupas em dias frios e já se tornaram atração entre moradores da cidade.
Ester e Davi têm casa especial em Dracena (SP)
Lili Evangelista/Arquivo pessoal
Desejo de espalhar amor
Segundo Lili, a relação com os animais sempre foi muito intensa. Ela conta que passou por momentos pessoais difíceis ao longo da vida e encontrou justamente nos bichos uma fonte importante de acolhimento emocional.
Em entrevista ao g1, ela relatou que perdeu o pai e, anos depois, enfrentou um processo de divórcio marcado por violência doméstica. Nos dois períodos, os animais tiveram papel fundamental em sua recuperação emocional.
"Eu fui vítima de violência doméstica, preenchi os cinco requisitos da Maria da Penha e já não tinha nenhuma perspectiva de vida. E foram os meus animais que me ajudaram mais uma vez."
Ester e Davi marcam rotina de amor e cuidado em Dracena (SP)
Lili Evangelista/Arquivo pessoal
Um tempo depois, ela começou a pesquisar sobre alpacas e descobriu que os animais possuem potencial terapêutico e pedagógico.
"Eu falei: que tal a gente ter alpacas para espalhar amor? (.) Levar para pessoas com síndromes e espalhar amor. E é isso que está acontecendo", diz Lili ao g1.

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