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EUA e Irã intensificam conflito e atingem Bahrein e Kuwait em disputa por Ormuz

EUA e Irã voltam a trocar ataques em meio a cessar-fogo
É o terceiro dia de bombardeios recíprocos na região, ameaçando cessar-fogo. Teerã lança drones contra Bahrein e Kuwait; Trump adverte liderança iraniana.O Irã lançou mísseis e drones contra bases militares dos Estados Unidos no Kuwait e no Bahrein na manhã deste domingo (28), pouco depois de o presidente americano Donald Trump ameaçar eliminar a liderança iraniana caso não respeitasse o acordo provisório para encerrar a guerra.
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A agressão de Teerã foi uma resposta a um novo ataque americano, horas depois de um petroleiro ter sido atingido no Estreito de Ormuz. A hidrovia, por onde passam um quinto do petróleo e do gás do mundo, foi mantida fechada pelo Irã durante o conflito, o que teve repercussões negativas sobre a economia em todo o mundo.
EUA e Irã têm trocado hostilidades desde que a República Islâmica atacou um outro navio em Ormuz na quinta-feira, acusando-o de usar uma rota não autorizada.
"Pode chegar um momento em que não sejamos mais capazes de agir com razoabilidade e seremos forçados a concluir militarmente o trabalho que iniciamos com muito sucesso", postou Trump nas redes sociais na noite de sábado. "Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir!"
Trump eleva o tom ao mencionar ataques a instalações iranianas e possível escalada militar
Reprodução/Truth Social
Cerca de uma hora depois da postagem, o Exército do Kuwait informou que suas defesas aéreas estavam respondendo a ataques de mísseis e drones, e disse ter interceptado dois mísseis balísticos. Mais cedo, o Bahrein também havia sido alvejado.

O Hezbollah, que rejeita o acordo, insiste na retirada incondicional das tropas israelenses do sul do Líbano – assim como o Irã, que afirma que um cessar-fogo precisa incluir as duas frentes da guerra no Oriente Médio.
Pelos termos do acordo, Israel aceitou se retirar gradualmente do território libanês mediante o desarmamento do Hezbollah.
Mas as tentativas de estabelecer um cessar-fogo no Líbano têm tido efeito limitado diante da irredutibilidade de Israel e Hezbollah.
Aliado dos EUA, Israel invadiu o sul do Líbano em março depois que o Hezbollah o atacou em apoio ao Irã.
Araqchi afirmou que a retirada de Israel e a interrupção de seus ataques no Líbano eram exigidas pelo acordo provisório com os EUA e que cabia a Washington interromper essas operações.
O presidente libanês Joseph Aoun disse que os novos ataques iranianos ao Kuwait e ao Bahrein eram uma "sabotagem" das tentativas de chegar à paz em seu país, onde o conflito com Israel já deixou mais de 4 mil mortos e deslocou mais de um milhão.

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