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Brasileiro preso na Itália estava foragido por envolvimento com grupo neonazista e por morte de casal no PR em 2009; relembre

João Guilherme Correa foi condenado por matar a tiros um casal, em 2009
Reprodução/Polícia Civil do Paraná
O brasileiro João Guilherme Correa, preso na manhã deste sábado (27), na região de Pavia, próxima a Milão, na Itália, era alvo de dois mandados de prisão, de acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR). Um deles foi emitido após Correa ser condenado por matar a tiros, em 2009, o casal Bernardo Pedroso e Renata Ferreira.

O outro, conforme o delegado da PCPR, William Araújo Ribeiro, era um mandado de prisão preventiva pelos crimes de racismo e apologia ao nazismo. O homem de 35 anos foi encontrado pelas autoridades italianas, em ação de cooperação internacional, que incluiu a Polícia Civil paranaense.
O duplo homicídio pelo qual Correa foi condenado aconteceu na cidade de Quatro Barras, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). As mortes foram motivadas pela disputa do comando de um grupo neonazista que simpatizava com os ideais de Adolf Hitler, ditador que liderou o genocídio de seis milhões de judeus durante o Holocausto, entre 1941 e 1945.
À época, Bernardo tinha 24 anos, e Renata, 21. Segundo a investigação, os dois foram mortos após uma festa que tinha como tema os 120 anos de nascimento de Hitler. Relembre o crime abaixo.
Dois são condenados por matar casal em festa neonazista
João Guilherme foi condenado a 35 anos e dois meses de prisão. No entanto, ele fugiu dias antes do julgamento, que aconteceu sem a presença do réu.

O g1 entrou em contato com a defesa de João Guilherme, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
De acordo com a Polícia do Paraná, o investigado permanecerá à disposição das autoridades competentes para os procedimentos cabíveis, inclusive o processo de extradição, conforme os mecanismos de cooperação internacional.
Além de Correa, outras três pessoas foram condenadas pelos assassinatos
Acusados matar casal
Reprodução/RPC
De acordo com as sentenças emitidas pela Justiça do Paraná, três pessoas foram consideradas culpadas pela morte do casal.

O economista Ricardo Barollo, apontado como o mandante do crime, chegou a ser preso na época, bem como os outros envolvidos, Jairo Maciel Fisher e João Guilherme. Antes dos julgamentos, todos foram soltos por decisões da Justiça.
Em março de 2025, Jairo Maciel foi condenado a 32 anos e três meses de prisão. João Guilherme foi condenado a 35 anos e dois meses de prisão. No mesmo julgamento, os réus Rodrigo Motta e Rosana Almeida Oliveira foram absolvidos.
Ricardo Barollo foi julgado meses depois, em maio do mesmo ano, e foi condenado a 48 anos e 9 meses. Ele foi preso logo após o julgamento.
De acordo com a denúncia do MP-PR, o crime aconteceu após o casal sair da festa, que foi realizada em uma chácara em Campina Grande do Sul, também na Região Metropolitana de Curitiba. Eles foram acompanhados por um dos denunciados. Durante o trajeto, outro carro, conduzido por outro envolvido, interceptou o carro das vítimas no acostamento, em Quatro Barras.
A investigação diz que dois suspeitos desceram encapuzados do segundo carro, armados com pistolas, e dispararam contra o casal, que morreu no local.
Em nota enviada pelo advogado José Carlos Portella Junior, a família de Renata Ferreira, uma das vítimas do crime, disse que espera que o preso seja enviado ao Brasil.

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