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Como ‘quase vinda’ de Kanye West gerou caos jurídico num dos maiores festivais de rap do Brasil

Nos meses seguintes, o show marcado para o Autódromo de Interlagos ficou em dúvida, sendo oficialmente cancelado no dia 20 de novembro, um dia antes do início do festival Cena 2K.
A essa altura, os organizadores do Cena 2K já tinham entrado em contato com a produção do rapper para viabilizar uma alternativa para um possível cancelamento. Entre as opções levantadas estava a inclusão de Kanye no line-up do festival.
Ao saber da negociação, o escritório de advocacia que cuidava das questões jurídicas envolvendo o festival, incluindo contratos com os artistas, tentou entender melhor a situação.

Cena 2k25 é marcado por cancelamentos, brigas e problemas na organização
Divulgação
O g1 apurou que um dos sócios do escritório, que é judeu, ficou inconformado com a posição do evento de cogitar a contratação de Kanye West e encerrou o contrato com o festival.
A quebra de contrato próxima ao evento gerou um caos jurídico. Alguns artistas já anunciados deram o aceite para o evento via WhatsApp, sem contrato formal.
Entre os problemas gerados pela falta de equipe jurídica, o evento renegociou valor de cachês e forma de pagamento durante o festival. Outro problema foi com relação a acordos técnicos para as apresentações, como o uso de pirotecnia. Sem contrato, alguns artistas não tiveram seus pedidos para uso de efeitos como máquinas de CO² atendidos pela produção.
Esse acabou sendo apenas um dos diversos problemas vividos pelo festival Cena 2K, que, mesmo seis meses após seu cancelamento, enfrenta dezenas de processos e segue sem pagar artistas e fornecedores.

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