Fotógrafos registram panorâmicas inéditas no fundo do mar de Noronha
O mundo submerso de Fernando de Noronha ganhou um registro inédito. Os fotógrafos Fabi Fregonesi e Raphael Gatti criaram o projeto “Panorâmicas de Noronha”, que mostra 16 pontos de mergulho da ilha com a técnica de fotografia panorâmica subaquática (veja vídeo acima).
As imagens são formadas pela união de várias fotografias, que podem variar de três a mais de 30 registros feitos em sequência. A ideia do trabalho é mostrar a dimensão das formações submersas e reproduzir a sensação do mergulho na ilha.
✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE
Ponto de mergulho chamado de Macaxeira
Raphael Gatti
As fotos panorâmicas não costumam ser usadas em registros de mergulho. Segundo Fabi Fregonesi, o projeto surgiu da vontade de mostrar a dimensão real das paisagens submersas de Fernando de Noronha.
“Noronha é famosa por cenários como o Morro Dois Irmãos, mas embaixo da água existem paisagens tão impressionantes quanto essas. Uma foto comum não consegue mostrar a escala real desses lugares. Foi daí que surgiu o projeto”, afirmou.
Raphael Gatti explicou que a técnica utiliza mosaicos formados por até 30 fotos em sequência.
“Esse mosaico permite reproduzir a visão e a sensação que o mergulhador tem quando está embaixo da água em Fernando de Noronha”, disse.
Processo de montam das fotos
Fabi Fregonesi e Raphael Gatti registrou
Escala
Outro elemento importante do projeto é a presença de um mergulhador em todas as cenas, usado como referência de escala e perspectiva.
“Muita gente usa um elemento humano nas fotos. No nosso projeto, entendemos que, sem um mergulhador na imagem, as pessoas não conseguiriam ter noção do tamanho real do ambiente”, explicou Fabi.
Registro panorâmico das Pedras Secas
Fabi Fregonesi
Corveta Ipiranga
O registro da Corveta Ipiranga, embarcação naufragada em Fernando de Noronha em 1983, foi considerado o maior desafio do projeto.
As imagens mostram, em escala ampliada, toda a dimensão do naufrágio, que está numa profundidade de 62 metros.
A embarcação afundou após bater no Cabeço da Sapata, uma formação rochosa submersa que quase alcança a superfície do mar e não aparecia nas cartas náuticas usadas pela tripulação na época.
Com o passar dos anos, o local se tornou um dos pontos de mergulho mais conhecidos e procurados por mergulhadores experientes.
Apesar de ser bastante explorada, segundo os fotógrafos não há registros anteriores de uma imagem panorâmica completa da Corveta Ipiranga.
O tempo para produzir as imagens foi curto. “Tivemos cerca de 15 minutos para fotografar o naufrágio. O restante do mergulho foi dedicado aos procedimentos de segurança exigidos pela profundidade”, revelou Fabi Fregonesi.
Para Raphael Gatti, o planejamento foi essencial para o trabalho. “Não havia margem para erro. Precisávamos entrar na água sabendo exatamente quais imagens queríamos fazer”, disse.
A composição reúne fotografias feitas de forma integrada, criando uma visão contínua do naufrágio.





