Em entrevista ao jornal em 2024, Wang afirmou ter se mudado da China para o sul da Califórnia cerca de 30 anos atrás. Ela disse que escolheu viver em Arcadia por causa das escolas públicas da cidade e pelo desejo de participar mais ativamente da comunidade local.
Filha de médicos, Wang também atuou como educadora e empresária. Ela manteve por mais de 15 anos um serviço educacional privado voltado a estudantes da região.
Para os promotores, porém, a plataforma funcionava como veículo de divulgação de posições alinhadas ao governo de Pequim.
De acordo com o documento, Wang recebia orientações de autoridades chinesas sobre conteúdos a serem publicados, incluindo artigos que contestavam denúncias internacionais de violações de direitos humanos contra uigures na região de Xinjiang.
Em uma troca de mensagens citada na investigação, após receber elogios de um funcionário do governo chinês pelo trabalho realizado, Wang respondeu: “Obrigado, líder”.
Os promotores afirmam ainda que ela atuou em colaboração com Yaoning “Mike” Sun, de 65 anos, a quem já havia descrito publicamente como noivo e que chegou a ser listado brevemente como conselheiro financeiro de campanha.
Sun foi condenado em fevereiro a quatro anos de prisão após se declarar culpado, em outubro de 2025, de atuar como agente ilegal de um governo estrangeiro.
A investigação também menciona contatos com John Chen, identificado nos autos como integrante do aparato ligado ao Partido Comunista Chinês. Segundo documentos judiciais, ele teria se reunido pessoalmente com o presidente chinês Xi Jinping.
Chen foi condenado em novembro de 2024 a 20 meses de prisão após firmar acordo semelhante de confissão de culpa.
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