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Ataques do PCC: há 20 anos, região de Ribeirão Preto vivia onda de terror com ruas vazias e mortes de agentes públicos

Ataques do PCC há 20 anos deixaram 17 mortos na região de Ribeirão Preto
Uma onda de ataques coordenada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), que completa 20 anos em maio, deixou um rastro de 17 mortos, incluindo um delegado e um agente carcerário, e paralisou a região de Ribeirão Preto (SP) em 2006.

A ofensiva, uma reação à transferência de líderes da facção para presídios de segurança máxima, atingiu delegacias, quartéis e ônibus, espalhando um clima de terror que marcou um dos capítulos mais violentos da história de São Paulo.

"O fato novo era até onde a minha família está protegida, porque até então não se sabia os precedentes e não se sabia os limites, a gente não sabia até onde eles iam", afirma o coronel reformado da Polícia Militar Artur Henrique Lofler, que era tenente na época.
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Um dos crimes mais marcantes foi a morte do delegado Adelson Taroco, em Jaboticabal (SP). Durante uma rebelião na cadeia da cidade, ele foi rendido por detentos, que amarraram colchões em seu corpo e atearam fogo.

O delegado Adelson Taroco morreu após ter o corpo queimado durante rebelião em Jaboticabal (SP).
AcervoEP
Taroco, então com 39 anos, chegou a ser encaminhado ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, mas morreu 19 dias depois, com 70% do corpo queimado.

Na época, 37 presos foram investigados pela morte do delegado e pelo menos oito pessoas acabaram condenadas. Além disso, a família do delegado teve direito a uma indenização do estado.

Outros agentes de segurança também foram alvos dos ataques na região. Em Ribeirão Preto, o carcereiro Alexandre Luis Lima foi morto com 16 tiros e o guarda florestal Arildo Ferreira da Silva foi assassinado com 12 tiros. No velório, colegas não usaram farda por medo de represálias.

Em Franca (SP), a casa de um policial militar foi alvo de um atentado.
"Nós estavamos na rua recompondo, refazendo a ordem pública, mas tínhamos o temor se algum carro não ia parar na frente da sua casa, e nós sabíamos que por mais que nós estivéssemos presentes na rua, por mais que a gente tentasse patrulhar todos os setores, esse perigo era real", diz Lofler.
Colchão queimado com delegado durante rebelião na cadeia de Jaboticabal (SP) em 2006.
AcervoEP
Medo no interior de São Paulo
O medo se espalhou pela população, deixando ruas desertas com o comércio fechando mais cedo. A telefonista Sandra Brunelli se lembra que foi para a faculdade com medo.

"Nosso escritório tem por hábito, não tem hora pra fechar, aqui no escritório, osso afirmar também que nós passamos a fechá-lo ainda com o sol bem a pino, por volta de 18h, 18h30, já não tinha mais ninguém no escritório, preocupado com essa ameaça", afirma.
Carro de agente penitenciário assassinado com 16 tiros em Ribeirão Preto em 2006.
AcervoEP
Crime organizado mais articulado Vinte anos depois, especialistas apontam que o crime organizado evoluiu e se tornou mais articulado. Se antes o foco era o tráfico de drogas, hoje as facções se infiltram em setores da economia legal para lavar dinheiro.

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