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13 de maio: abolição da escravidão é um dos temas mais recorrentes no Enem; teste seus conhecimentos em 7 questões

Missa campal celebrada em ação de graças pela abolição da escravatura no Brasil no campo de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em 1888
Luiz Antonio Ferreira/Acervo Instituto Moreira Salles
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é conhecido por cobrar dos alunos conhecimentos sobre idade moderna e idade contemporânea do Brasil, e o movimento abolicionista e a abolição da escravidão são marcos da história nacional que sempre aparecem no exame.
O movimento pode ser amplamente cobrado na prova de Ciências Humanas, associado a muitos dos temas mais recorrentes da prova, como:
Brasil Colônia (trabalho escravo, ciclos econômicos do açúcar, ouro e café);
Brasil Império (Independência e Segundo Reinado);
Abolição;
Primeira República (República Velha), entre outros
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O uso de mão de obra de africanos escravizados é uma parte indiscutível da história brasileira, que deixou marcas no passado e no presente do país.

Além disso, o movimento abolicionista e o processo de abolição são aspectos interdisciplinares que englobam história, política, geografia, arte e literatura, por exemplo. Essa é uma característica muito apreciada pelo Enem, pois possibilita que o tema seja trabalhado de maneiras diferentes ao longo do exame.
Em referência a este 13 de maio, que marca o Dia da Abolição da Escravatura no Brasil, veja (e responda) 7 questões de edições passadas do Enem sobre o tema. Mais abaixo, entenda mais sobre o contexto histórico da data no exame.

Abolição da escravatura Abolição da escravidão no Enem
De acordo com Raphael Tim, professor de História do Curso Anglo, a data da abolição, que é o 13 de maio de 1888, não é, por si só, algo tão recorrente no Enem. No entanto, a mobilização social que levou a ela é um tema com muita incidência no exame.

[O abolicionismo] É um movimento que não se restringiu a homens livres lutando pelas pessoas escravizadas e, na verdade, envolveu tanto homens quanto mulheres, tanto escravizados quanto não escravizados, literalmente ricos e pobres — se mobilizando intensamente em uma variedade de ações que acabassem com a escravidão. Esse aspecto social multifacetado, de todo mundo participando, cai muito no Enem.
Isso já foi exemplificado no Enem por meio de referências à Chiquinha Gonzaga, ao poeta Castro Alves, e à mobilizações de poetisas e alunos do Ceará, além de muitas outras — o que, segundo o professor, ajuda a construir o panorama de uma sociedade brasileira mobilizada no final do século 19 em torno da abolição. Portanto, é importante não limitar o abolicionismo a um único setor social.

Além disso, o movimento causou impactos políticos e econômicos que também podem aparecer no exame. Exemplo disso é a relação entre a escravidão e a monarquia, e o aumento das críticas ao império naquele contexto.

"Tanto é que um ano depois que acaba a escravidão acaba a monarquia. A monarquia ficou muito associada com a imagem de escravidão", lembra Raphael Tim.
Ou ainda as consequências econômicas históricas da libertação para os ex-escravizados e seus descendentes, e as ações posteriores dos antigos donos de escravos.

Nas edições mais recentes, o Enem focou na mobilização da sociedade diante do movimento abolicionista. Mas com um tema tão abrangente, o que não falta são recortes que podem cair no exame.

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