Fonte original: G1 Política
Após 12 dias do anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), a leitura predominante nos bastidores do Centrão é a seguinte: para o PL e para Flávio, manter a candidatura pode fazer parte de um cálculo, não de uma convicção.
É isso, na visão de fontes ouvidas pelo blog, que explica a resistência do senador em disputar uma eleição em que tem boa largada, mas uma chegada muito arriscada – a última pesquisa Quaest aponta que 62% não votariam em Flávio de jeito nenhum, e que o senador perderia para Lula (PT) no 2º turno.
“Valdemar [Costa Neto, presidente do PL] e os Bolsonaro viraram sócios no negócio partido”, diz um líder do Centrão, em reservado. “[e] O melhor negócio do mundo hoje é banco ou partido. Mas partido é melhor: não corre risco de quebrar.”
Esses integrantes do Centrão trabalham para que Flávio retire a candidatura, para concentrar esforços no nome que prefere – o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) –, mas, pragmaticamente, trabalham com o cenário de o senador seguir até o fim no intento, com apoio do PL.
O projeto Flávio preserva a “marca Bolsonaro” no tabuleiro nacional – inclusive do ponto de vista comercial, onde a família vem explorando o licenciamento do sobrenome para vender de perfumes a vinhos e fazer campanhas de arrecadação via Pix, por exemplo.
Manter um Bolsonaro competitivo na disputa ajuda a sustentar esse ativo simbólico e financeiro.
Para o PL, uma candidatura presidencial própria competitiva (ainda que saia derrotada) a…





