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Policiais civis decidem manter greve por isonomia salarial com PF

Do G1 

Os policiais civis do Distrito Federal, que estão em greve desde o dia 1º de setembro, decidiram no fim da tarde desta sexta-feira (18) manter a paralisação. A categoria pede categoria pede a manutenção da isonomia salarial com a Polícia Federal e a convocação de 450 aprovados em concurso.

Uma nova assembleia está prevista para a próxima quarta-fera (23), em frente ao gramado do Congresso Nacional. A greve é considerada ilegal por decisão da Justiça desde o dia 3 de Setembro onde o governo pediu o fim do movimento grevista, sob pena de multa.

A reunião desta sexta entre os trabalhadores aconteceu depois que os policiais receberam uma documento do GDF pedindo “compreensão” pela situação financeira do governo e “confiança” para superar a crise.

Nesta quinta (17), diretores do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-DF) se reuniram por uma hora no gabinete do governador, no Buriti, com o diretor-geral da Polícia Civil, Erick Seba, o secretário de Segurança Pública, Artur Trindade, o secretário de Relações Institucionais, Marcus Dantas e os deputados Cláudio Abrantes (PT) e Wellington Luiz (PMDB).

O presidente do Sinpol, Renato Franco, diz que o documento recebido nesta sexta é uma resposta sobre o que foi discutido no dia anterior. “Ontem teve uma reunião e hoje ele mandou uma decisão formal. O documento não foi assinado por ele. Nós esperávamos que fosse. No documento não houve nenhum avanço na nossa pauta, não houve nenhuma ação concreta, e com isso fica difícil que a categoria mude de postura.”

Franco afirmou que o governador prometeu estudar um possível reajuste à categoria. “Rollemberg falou que ia falar com a área econômica. A nossa proposta é em aumentar o pagamento do pessoal em 15% e não em 3,42% ” disse.

Outro membro do sindicato que participou da reunião com o GDF foi o vice-presidente da entidade, Renato Rincon. Segundo ele, o governador tem se mantido distante da negociação. “Nós colocamos os anseios da categorias e o governador falou sobre a isonomia. A princípio ele é favorável, ou seja, não quis manter uma posição efetiva. Sobre a convocação dos aprovados ele falou que seria uma guerra entre as forças polícia. Ele foi sempre evasivo.”

Trabalho reduzido
O atendimento está restrito em todas as delegacias desde o início da paralisação. Apenas flagrantes e denúncias de crimes considerados graves – como homicídio e estupro – são registrados. Cartazes foram afixados nas mais de 30 unidades, informando a situação. Os estabelecimentos trabalham com 100% do efetivo, mas mantendo 70% só da produção.

Os flagrantes são registrados apenas nas sete principais unidades: 1ª DP (Asa Sul), 5ª DP (Asa Norte), 13ª DP (Sobradinho), 20ª (Gama), 21ª (Taguatinga), 23ª (Ceilândia) e 27ª (Recanto das Emas).

A categoria pede que critérios para transferências internas dentro da própria carreira sejam melhor definidos. Em média, policiais civis em início de carreira recebem R$ 7,5 mil no DF. “A categoria está muito insatisfeita. Nossa última reestruturação foi em 2006. Estamos com prejuízo salarial de 50%”, afirmou Franco.

O GDF informou não ter como convocar os aprovados em concurso por ter extrapolado a Lei de Responsabilidade Fiscal. Dados da Polícia Civil apontam que a corporação tem um déficit de 47% no efetivo, que não seria resolvido nem com a convocação de todos os aprovados e a contratação do previsto nos certames em andamento.

A instituição conta atualmente com 4,7 mil membros, quando o estipulado em 2013 pela Presidência da República, que repassa verba à segurança pública do DF por meio do Fundo Constitucional, deveria ser 8.969 servidores. O número também é menor do que o preconizado por lei distrital de 1993, que determinava em 5.940 o número de servidores naquele ano para atender a população de então 1,6 milhão de habitantes.

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