Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Servidores públicos do DF ainda estão sem o 13º salário

Do R7

Os atrasos nos pagamentos provocaram uma série de protestos nos últimos meses no DF Divulgação/ Sindiserviços

O GDF (Governo do Distrito Federal) não cumpriu o prazo para pagamento dos débitos com servidores públicos referente a 13º salário e hora-extra. O governo havia prometido que o depósito seria feito na noite dessa terça-feira (30), mas os funcionários públicos afirmam que não receberam os recursos.

Cerca de 12 mil professores, 8 mil de contrato temporário e 4 mil efetivos, vão virar o ano sem os valores de 13º salário. Para os temporários, as duas parcelas do benefício estão atrasadas. A dívida com a Educação chega a R$ 75 milhões.

O secretário Executivo do Sindicato dos Professores, Washington Dourado, afirmou que a entidade quer a responsabilização judicial dos gestores pelos atrasos.

— Nós buscamos abrir o diálogo e não conseguimos. Nós queremos a responsabilização dos gestores por este caos. Entramos com medidas judicias e, agora, vamos trabalhar juntos ao novo governo para que pagamentos saiam o mais rápido possível.

Os servidores da Secretaria de Saúde do DF também estão com valores de horas-extra atrasados. O GDF prometeu divulgar uma lista com os nomes dos órgãos em que servidores ainda têm valores a receber, mas o documento não foi repassado até a publicação desta reportagem.

Segundo a Secretaria de Administração Pública do Distrito Federal, o GDF deve R$ 115 milhões em benefícios atrasados.

Terceirizados

As empresas que prestaram serviços ao GDF nos últimos anos fizeram empréstimos bancários para pagamento de salários, 13º salário e vale alimentação dos funcionários. O governo não pagou faturas dos contratos, o que resultou no atraso dos pagamentos.

Cerca de 31 mil trabalhadores terceirizados, que cumpriram funções em portarias, limpeza urbana, limpeza hospitalar e recepções de órgãos públicos do Distrito Federal começaram a receber os valores atrasados nesta quarta-feira (31).

70% dos terceirizados entraram em greve para reivindicar os pagamentos, o que comprometeu a prestação de muitos serviços como fornecimento de alimentação a hospitais e coleta de lixo.

O presidente do Sindicato das Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário e Serviços Terceirizáveis do Distrito Federal, Antônio Rabello, diz que os empréstimos foram negociados a partir de um voto de confiança no novo governo. Ele reitera, no entanto, que permanece a preocupação com os pagamentos de janeiro, já que as faturas que deveriam ter sido pagas até 30 de dezembro, estão em aberto.

— Não sabemos mais de onde tirar dinheiro para bancar mais essa despesa. A folha de dezembro acaba de ser fechada e ainda não há condições de ser bancada para pagarmos até o quinto dia útil de janeiro.

Tags:

Gostou? Compartilhe!

Mais leitura
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore