Estudante começa a vender bolo de pote na rua e abre confeitaria em São José do Rio Preto
🍰 Com apenas 12 anos, Enzo da Cruz Silva já perfumava a cozinha de casa ao preparar bolos, pavês, pudins e mousses para a sua família em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. A aptidão pela confeitaria, que se revelou cedo para o estudante, foi percebida pelos pais, que incentivaram o adolescente a fazer um curso na área de gastronomia.
A rotina na cozinha ficou ainda mais intensa com o aumento constante nos pedidos recebidos pelo jovem, que chegou a vender 30 bolos de pote em um dia pelas ruas da cidade. Quatro anos depois, o hobby virou empreendimento ao se transformar em uma loja de doces.
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“Um dia comentei com meu marido: ‘O Enzo leva jeito para fazer as coisas, o que a gente acha de pagarmos um curso pra ele? Ele tinha 14 anos na época”, relembra Franciele da Cruz Silva, mãe do adolescente, em entrevista ao g1.
"Ele é muito detalhista. Tudo que ele faz é bom e bonito. E claro que eu e o pai dele somos os maiores incentivadores nessa parte", comenta Franciele.
Aos 16 anos, o estudante Enzo da Cruz Silva transformou a confeitaria em negócio em São José do Rio Preto (SP)
Instagram/reprodução
Em meio ao sucesso de vendas e com o apoio e acompanhamento contínuo dos pais, Enzo realizou o sonho de abrir o próprio negócio no início de 2025, quando tinha 16 anos. À reportagem, ele revelou que os planos consistem agora em investir ainda mais na confeitaria e seguir aperfeiçoando suas habilidades e técnicas.
“Foi algo incrível e maravilhoso, pois nunca pensei em vender mais de 30 bolos em um único dia. É uma sensação muito boa, porém tem que ter cabeça e responsabilidade, pois não é fácil, mas a sensação de ter sua própria confeitaria é um sonho se realizando aos poucos”, finaliza o jovem.
Apesar da conquista e de vislumbrar um futuro promissor na culinária, aos 17 anos, o jovem continua estudando no ensino médio e concilia as atividades escolares com o trabalho de confeiteiro.
💻 É possível abrir um negócio antes dos 18 anos?
A história de Enzo traz à tona uma dúvida comum entre jovens que sonham em montar o próprio negócio. De acordo com a advogada especialista em Direito do Trabalho Mariana Saroa, adolescentes de 16 e 17 anos podem abrir uma empresa, mas as regras variam conforme a estrutura do estabelecimento. Confira os detalhes abaixo.
Para atuar como titular único: a exemplo do Microempreendedor Individual (MEI), a emancipação é obrigatória, já que o Código Civil exige plena capacidade civil para o exercício empresarial individual.
Como sócio de uma empresa: o jovem pode integrar o quadro de uma sociedade limitada sem ser emancipado, desde que atue como sócio assistido pelos pais, não exerça cargo de administração e tenha a ação totalmente quitada no momento da constituição.
A advogada ressalta que a emancipação só é necessária caso o objetivo seja que o adolescente se torne o titular único do negócio. "Na prática, para o adolescente que já pretende abrir o CNPJ com segurança jurídica, como regra geral, a via mais recomendada é a emancipação voluntária", explica.




