Ludopatia: entenda o que é a doença de pessoas viciadas em jogos de azar
O Hospital de Clínicas da Unicamp abriu um serviço de acolhimento e cuidado para pessoas com problemas relacionados a jogos de apostas eletrônicas.
A iniciativa faz parte do Ambulatório de Substâncias Psicoativas (Aspa) e foi criada após as equipes identificarem o endividamento de pacientes que já frequentavam a estrutura por uso de álcool, tabaco ou drogas ilícitas.
O atendimento gratuito começou em abril e é realizado todas as quartas-feiras, das 8h às 11h30, no ambulatório de Psiquiatria, localizado no segundo andar do HC da Unicamp.
A especialista classificou essa lógica como uma "distorção cognitiva" que alimenta a continuidade do comportamento.
"É um grupo que tem base cognitivo-comportamental. Então, a ideia é, primeiro, melhorar a percepção sobre o problema do jogo", explicou.
Negação e vergonha
Segundo o psicólogo do Aspa, Maurício Sant’ana, na maioria das vezes os pacientes que frequentam o ambulatório passam por um processo de negação e vergonha para admitir a dependência dos jogos.


