Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Indefinição, reviravoltas e choro: as idas e vindas de Cleitinho na disputa de MG

Cleitinho volta a pedir ao Republicanos para ser candidato ao governo de Minas Gerais
A possível trajetória da candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao governo de Minas Gerais nos últimos meses tem sido marcada por indefinição, recuos e divergências públicas com a direção do partido.
Lançado como pré-candidato em março, o senador alternou declarações de que disputaria a eleição com sinais de desistência.

Nesta terça-feira (4), o presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira, rejeitou um último pedido de Cleitinho para disputar o Palácio Tiradentes durante a convenção do partido.
LEIA MAIS: Republicanos confirma neutralidade nas eleições e não vai compor chapa com Flávio Bolsonaro
Veja a cronologia dos principais acontecimentos:
Senador Cleitinho Azevedo coletiva Praça do Santuário Divinópolis afirma candidato Governo de MG
Michelle Pereira/TV Integração
2 de março: lançamento da pré-candidatura
O Republicanos lançou oficialmente a pré-candidatura de Cleitinho ao governo de Minas Gerais. Na época, apesar de ter confirmado que se candidataria ao cargo, deixou para comunicar a decisão final quanto ao cargo que disputaria até o mês de abril.
1º de abril: primeira negativa de desistência
O senador publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que seria candidato ao governo, após supostamente ser alvo de boatos de que desistiria.

"Estão falando que eu vou desistir. Será?", disse o senador em frente ao Congresso Nacional. Enquanto falava, Cleitinho performava no vídeo um jogador de futebol aquecendo antes de entrar em campo.
Três dias depois, em 4 de abril, terminou o prazo de filiação partidária para quem pretendia disputar as eleições. O momento é crucial para entender por que o senador não pode trocar de partido, ainda que queira ser candidato.

Ainda em abril, uma pesquisa Quaest mostrava liderança do senador em todos os cenários pesquisados. Esta seria a oportunidade de confirmar a candidatura ao governo do estado.

Publicação usando IA do senador Cleitinho (Republicanos-MG), feita durante a noite desta terça-feira (28).
Reprodução/Redes Sociais
28 de julho: pesquisa, apoio a rival e vídeo com IA
Uma pesquisa Quaest mostrou Cleitinho na liderança da disputa pelo governo mineiro em todos os cenários.
No mesmo dia, porém, diante das incertezas com relação ao senador, o Republicanos e o PL e Republicanos passaram a negociar apoio a Marcelo Aro (PP). Pesquisas internas apontam que Aro seria um candidato mais competitivo e um palanque melhor para Flávio Bolsonaro do que os nomes próprios do PL.
Também em 28 de julho, o senador publicou um vídeo criado com inteligência artificial em que o pai e o irmão, ambos já falecidos, apareciam incentivando sua candidatura.

4 de agosto: último apelo é rejeitado
Durante a convenção nacional do Republicanos, em Brasília, o senador fez um último apelo para ser confirmado como candidato. Segundo Cleitinho, Deus teria falado com ele e mandado uma mensagem por meio do Espírito Santo para que ele fosse candidato.
"Pelo meu pai, pelo meu irmão, pela minha mãe, pelo professor, pela Polícia Militar, por todos os trabalhadores do Brasil, de Minas Gerais, por todos os caminhoneiros, por toda a enfermagem que existe, por todo o povo mineiro, eu quero ser candidato a governador e eu peço humildemente ao presidente me dê essa vaga", exclamou Cleitinho durante a convenção.
O presidente do partido, contudo, declarou encerrada a fase deliberativa da convenção e sustentou que deu várias oportunidades para ele se decidir. Na sequência, negou o pedido.
"Essa convenção não é para deliberar sobre decisões do estado de Minas nem de nenhum outro estado da Federação", emendou.
Por que Cleitinho não pode disputar por outra legenda?
Cleitinho não pode deixar o Republicanos para concorrer por outra legenda porque o prazo de filiação partidária terminou em abril.
A legislação eleitoral também não permite candidaturas avulsas. Assim, sem o aval do partido para registrar seu nome, o senador fica impedido de disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026.
Embora senadores possam mudar de partido sem depender da janela partidária, a legislação exige que candidatos estejam filiados à legenda pela qual pretendem concorrer pelo menos seis meses antes da eleição. Em 2026, esse prazo terminou em 4 de abril.
🔎A janela partidária é o período em que deputados federais, estaduais e distritais podem trocar de partido sem risco de perder o mandato. A regra não se aplica a senadores, governadores, prefeitos e presidente da República. Mesmo assim, candidatos precisam estar filiados ao partido pelo qual pretendem disputar a eleição dentro dos prazos definidos pela Justiça Eleitoral.
🔎O sistema eleitoral brasileiro não permite candidaturas sem partido. Para disputar uma eleição, o interessado precisa estar filiado a uma legenda e ter a candidatura registrada por ela na Justiça Eleitoral. Por isso, a participação de um candidato depende também da aprovação e do registro feitos pelo partido.
Na prática, uma eventual candidatura de Cleitinho ao governo de Minas teria de ocorrer pelo Republicanos, partido ao qual ele estava filiado quando se encerrou o prazo de filiação partidária para a disputa deste ano.

Tags:

Gostou? Compartilhe!

Mais leitura
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore